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Noam Chomsky – Os Senhores do Mundo

As massas devem ser controladas para o seu próprio bem.

Por estes dias abundam livros sobre os problemas do capitalismo, mesmo que não chamem os bois pelos nomes, sobretudo os que não apontam o próprio capitalismo como problema mas antes o modo como ele tem sido perpetrado. Chomsky nunca foi um gajo de meias tintas, do género de sugerir reformas mansas para tudo parecer diferente e continuar na mesma. Tanto criticado por ser de esquerda como por ser um mero linguista a imiscuir-se em assuntos que não compreende, nunca abrandou com a idade e quanto muito, tem vindo a tornar-se uma versão ainda mais apurada e respeitada de si próprio. Falando nisso, Dylan deixa-te de cantigas e passa lá o Nobel aqui para este senhor.

Apesar do título sensacionalista, “Os Senhores Do mundo” não é mais uma teoria da conspiração sobre os Iluminados da Baviera ou dos Maçons, mas antes um conjunto de palestras seleccionadas ao longo de toda a carreira de Chomsky, onde se aborda todas as questões sociais que interessam, desde o ambiente até à própria essência da democracia, colocando o dedo e o sal bem fundo na ferida. Como não podia deixar de ser, porque é a realidade que o autor melhor conhece e também porque é a mais crua das verdades, os EUA continuam a ser o seu alvo preferido, já que dão o mote da pior maneira possível, para toda a política mundial. Isso é explorado em vários momentos da história do seu país, desde o holocausto dos nativos-americanos, até ao Médio Oriente, passando pelo Vietname.

Os Senhores do Mundo Noam Chomsky

Para aqueles que ainda consideram Noam Chomsky um mero propagandista contra o sistema, recorde-se a visão de propaganda de Harold Lasswell, um dos fundadores da ciência política moderna, que afirmava que “a minoria inteligente deve reconhecer a ignorância e a estupidez das massas e não sucumbir aos dogmatismos democráticos sobre os homens serem os melhores juízes dos seus interesses. As massas devem ser controladas para o seu próprio bem (…).” Bem vindos à democracia, senhoras e senhores.



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