We Love 77 – Ou o Punk Está de Volta… a Coimbra!

A temática “We Love 77” cruza a pintura, a música, o filme e o documentário, em torno do percurso e do impacto que o movimento punk gerou e gera.

O mote destas manifestações culturais é lançado no Centro de Artes Plásticas – CAPC pela exposição de pintura “We Love 77” do duo Luso-Suíço Sardine & Tobleroni, que foi reconhecido e apreciado pela crítica londrina aquando da primeira mostra desta exposição em Londres no ano de 2010. Composta por 77 quadros, pintados “a duas mãos”, Sardine & Tobleroni retratam as maiores Bandas que desde os anos 70 mais se destacaram, pela atitude e pela música, no movimento punk.

O programa complementa-se com 4 noites de concertos, integrando bandas internacionais de renome, e com 4 filmes/documentários, comentados por músicos, críticos de música e artistas, com o objectivo de abordar o impacto do movimento punk como expressão de contestação na actualidade.

Sardine (Tiguana Bibles) & Tobleroni (aka Jay Rechsteiner) apresentam em Portugal, pela primeira vez, integra-se no que a dupla descreve, em termos de estilo artístico, como “Conceptual Art Brut”. Sardine & Tobleroni iniciaram esta série, em 2005, após a revista Mojo ter publicado a edição especial dedicada ao punk, “77 Smashers Punk”, com a lista das mais importantes bandas deste movimento. As pinturas retratam bandas como The Clash, X- Ray Spex, Sex Pistols, Ramones, Buzzocks, MC5, The Stooges, Patti Smith, New York Dolls, Siouxsie and the Banshees, Sham 69, The Damned, Joy Division e Black Flag, entre outras.

Os concertos, na Discoteca States, terão como protagonistas os agora regressados Parkinsons (que tiveram sucesso na viragem do milénio por terras britânicas e são compostos por músicos de Coimbra, os Paul Collins Beat (banda norte-americana com bastante sucesso no final dos anos 70), os Vic Godard and the Subway Sect (um regresso de um dos músicos britânicos com maior perseverança) e duas novas bandas, oriundas das terras de “Sua Majestade”, os Ten O Seven e os Ricky C Quartet (demonstrativo da pujança das novas gerações). Um trajecto inter-geracional, proveniente de vários países, incluindo Portugal.

Este programa integra ainda a passagem de filmes/documentários míticos e ilustrativos da dinâmica, impacto social e contextos que envolvem o movimento punk ao longo das últimas décadas. Realizadores como Don Letts, Amos Poe, Derek Jarman e Julian Temple demonstram a importância que este movimento adquiriu desde os anos 70.

Ao longo de 5 semanas um conjunto de actividades transversais geracionalmente, dialogantes artisticamente e politicamente controversas. Em tempos de grandes turbulências sociais, económicas e políticas, terá o movimento punk, tal como aconteceu no período de crise global dos anos 70 (iniciada com a crise petrolífera), novo espaço de ressurgimento e afirmação junto das classes mais jovens e mais vulneráveis?

Quais os potenciais impactos que uma afirmação pujante poderá ter?



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