“SANGUE BOM” – VAMPIROS TRANSFORMAM-SE EM MARIONETAS PARA CONTAR HISTÓRIA DE AMOR

“Sangue Bom” é o espectáculo que a companhia brasileira PeQuod apresenta a 8 e 9 de Junho (21h30) no palco principal do Theatro Circo.

A montagem de “Sangue Bom” desenvolve-se na categoria de teatro de marionetas e procura reproduzir no palco os efeitos de enquadramento, edição e movimentação de câmara característicos do cinema bem como o “nonsense” e as “gags” típicas dos filmes de animação.

O cenário transporta o espectador para uma época e lugar indefinidos onde nasce uma tragicómica história de amor entre um vampiro e uma bela jovem que, abandonada num castelo, demonstra tendências suicidas enquanto o seu amado amarga a maldição de uma vida eterna.

O bizarro triângulo amoroso fica completo quando um caçador de vampiros se envolve na trama.

Sem palavras, apenas com acção, o espectáculo que se destina a um público com idade superior a 16 anos, recorre a um humor ferino para falar de solidão, desilusão, amor, perdas e danos, misturando referências do desenho animado, dos filmes de terror e da literatura gótica.

Sob direcção de Miguel Vellinho, “Sangue Bom” é o resultado de um estudo das possibilidades da animação de bonecos, através da manipulação directa, sem fios ou varas.

Com um elenco actualmente composto por Liliane Xavier, Raquel Botafogo, Márcio Newlands, Márcio Nascimento e Marcos Nicolaiewsky, o primeiro teatro de marionetas da Companhia PeQuod foi preparado, ao longo de um ano de ensaios, como se de um filme se tratasse. «A vantagem do teatro sobre o cinema é que, chegados à forma final do espectáculo, ainda podemos continuar a modificá-lo e corrigi-lo eternamente, como convém a um vampiro», ironiza o director.

A Cia PeQuod – Teatro de Animação surgiu a partir de uma oficina realizada por Miguel Vellinho, em 1999, que esteve igualmente na origem do espectáculo “Sangue Bom”.

Ao longo desses doze anos de existência, a inquietação artística de sua equipa de profissionais produziu oito montagens que procuraram conjugar coragem, ousadia e profundo detalhe artístico através de um entrelaçamento de tradição e cultura pop contemporânea.

Nos seus espetáculos, a PeQuod procura refazer os limites do teatro aproximando-se de outras manifestações artísticas, como a dança, a literatura, banda desenhada, o cinema ou a fotografia sem, contudo, perder o carácter artesanal da confecção dos bonecos, figurinos e cenários. Essas foram, desde o princípio, as bases do trabalho da companhia, que completou a sua primeira década de existência com um repertório sólido, activo e reconhecido em todo o país de origem.



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