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Afonso Rodrigues junta-se a Catarina Salinas

Dueto em «Um Amor Qualquer» reforça estreia a solo com «Areia Branca»

Afonso Rodrigues apresenta uma nova versão da canção «Um Amor Qualquer», agora em dueto com Catarina Salinas (Kate), voz dos Best Youth. O tema faz parte do primeiro disco do músico em nome próprio, “Areia Branca”, já disponível em formato digital e em vinil. A nova leitura do tema, lançada com um videoclipe realizado pelo Casota Collective, reforça o carácter sonhador e melancólico da composição, aprofundando o seu lirismo através do diálogo vocal entre dois universos artísticos distintos.

Para Afonso Rodrigues, «Um Amor Qualquer» sempre teve um lugar especial no alinhamento do álbum. Quando sentiu que só lançar um videoclipe seria insuficiente, surgiu-lhe a ideia de reinterpretar a canção em forma de dueto. E a escolha foi imediata: “A Catarina tem uma das vozes mais bonitas do país, e encheu-me de felicidade ao aceitar o convite”, partilhou. A junção das suas vozes confere à faixa uma nova camada de intimidade e cumplicidade, transformando-a num retrato a duas vozes de desejos, esperanças e fragilidades.

O videoclipe, filmado ao pôr do sol em praias desertas e florestas de tons quentes, reforça o lado cinematográfico e contemplativo da canção. Tal como a luz dourada no fim de um dia de Verão, a música convida à nostalgia e à reflexão, num registo calmo mas emocionalmente denso. O dueto junta-se agora aos outros singles que têm vindo a antecipar “Areia Branca”, como «Já Nem Sei» e «Onde Foi».

Com “Areia Branca”, Afonso Rodrigues assume um novo capítulo na sua carreira. Conhecido como vocalista dos Sean Riley & The Slowriders e dos Keep Razors Sharp, o artista mergulha agora na escrita em português, deixando transparecer uma relação renovada com a sua identidade e com o seu território emocional.

A música entrou cedo na sua vida, herdada dos discos que o pai lhe mostrava – Fado, MPB, Jazz. Ainda na adolescência, fundou bandas, foi DJ, radialista e até A&R de uma editora. Mas a composição pessoal sempre lhe parecia algo distante, sobretudo em português. “Nunca me senti particularmente português, nem de outro lado qualquer”, recorda. A escrita em inglês era uma forma de se proteger, mas também de comunicar de forma mais ampla.

Com o tempo, e com o nascimento dos filhos, essa relação começou a mudar. Em Lisboa, onde as raízes se fixaram, Afonso encontrou a voz que lhe faltava: próxima, concreta, livre. “Areia Branca” nasce desse reencontro com a língua, com as origens e com o quotidiano. Um disco marcado por delicadeza, observação e uma produção que privilegia o essencial — onde cada palavra e cada acorde têm espaço para respirar.

O dueto com Catarina Salinas surge assim como um ponto alto deste novo percurso: uma afirmação de maturidade, de escuta e de partilha. Em «Um Amor Qualquer», o amor pode ser pequeno, mas nunca é indiferente.



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