FOXES IN FICTION + HAPPY TRENDY @ COIMBRA

Foxes In Fiction

Bradford Cox. Panda Bear. Bénoit Pioulard. Brian Eno. Referências inescapáveis que percorrem as vinte e duas faixas de “Swung From The Branches”, o primeiro longa duração do aclamado projecto Foxes In Fiction. Um álbum que pelas múltiplas texturas sonoras que contempla, dele emergindo um compromisso entre a electrónica e a pop em registo lo-fi, foi já apontado pela imprensa norte-americana como o natural sucessor de “Logos”, dos Atlas Sound. O seu autor, Warren Hildebrand, não enjeitaria certamente esta comparação, tal a assumida admiração que nutre pelo percurso de Bradford Cox. No entanto, devemos ir mais além de um exercício de referencialismo, porquanto o crescimento de Hildebrand enquanto músico tem sido autónomo. A sua obstinada dedicação ao projecto Foxes In Fiction tem resultado na contínua edição de um volume assinalável de composições, dispersas por diversos singles e EP’s ou disponibilizadas no seu blog. Por outro lado, ao contrário de alguns dos seus pares, não se remete à exiguidade do seu quarto, vindo progressivamente a privilegiar a evolução do projecto em palco, aproveitando a experiência adquirida nos Memoryhouse, de cuja formação fez parte ao longo do passado ano. Pela primeira vez na Europa, Warren Hildebrand é aos 21 anos de idade uma das referências actuais da indie norte-americana.

Happy Trend

Dylan Khotin-Foote é o alter ego dos projectos Kumon Plaza e Happy Trendy. Oriundo da cidade de Edmonton, com apenas 14 anos de idade passou a dividir o seu tempo entre o liceu e a música electrónica. Inicialmente, ao postar algumas gravações no seu myspace com o mero intuito de mais facilmente as fazer chegar aos seus amigos, longe estaria de imaginar que após alguns meses essas mesmas faixas integrariam o podcast do site Pitchfork, ao qual se seguiram inúmeras referências em outros sites da especialidade. Detentor de formação clássica enquanto pianista, na sua adolescência viria a trocar o piano da sua sala por um teclado Casio, no qual gravou as suas primeiras demos. No entanto, segundo o músico canadiano, o seu processo de composição parte sempre de algumas notas soltas no seu velho piano, emergindo num momento posterior toda uma parafernália de recursos electrónicos, que por vezes contemplam a inserção de sons do seu Gameboy. Hoje, aos 17 anos, Dylan Khotin-Foote conta já no seu percurso com a edição do álbum “Old Friends” e o 7” “Nerves”, registos de uma maturidade tal que não denunciam a adolescência do seu autor.
Happy Trendy

quinta, 01 . Dezembro . 2011 . 21h30m
Tabacaria – Oficina Municipal do Teatro



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