RDB – www.ruadebaixo.com

Iphone art na teambox

Março começa, na teambox, com uma programação dedicada à Iphone art, começando pela exposição inaugurada no passado dia 24 de fevereiro intitulada “Logo [eidos] do invisível ao visível”. Esta chega à galeria pela mão de Emanuel Faria que se considera um viajante errante e contador de histórias através das imagens do seu iPhone. Esta mostra é composta por obras de arte realizadas através da utilização de imagens captadas por um iphone, sendo posteriormente usadas técnicas de manipulação, montagem, colagem e blending até chegarmos ao conceito de Iphoneart, distinguindo-as da “tradicional” iphoneography.

Das gentes, das ruas, da música e da miséria, todo o peso de um mundo sem palavras, narrativas impossíveis, projeções da mente, de realidades vividas. A vida como sonho mergulhada em realismo absurdo e enganador, arquiteturas do mundo e realidades desconexas que passam a fazer sentido, mundos separados por oceanos de distância, reunidos numa só imagem.

Logo, história, Eidos, imagem realidade, projeção da mente, em Grego antigo.

Esta exposição pode ser visitada de domingo a quinta-feira, das 15 horas às 19 horas.

iphone-art-na-teambox

Falamos de Iphone art e Iphoneography no próximo dia 21 de Março, pelas 19 horas, no âmbito da 3ª edição das open-sessions sob o tema “Iphone art. Get a Camera”. Convidámos alguns dos maiores nomes do panorama nacional e internacional para participar nesta conversa informal que terá a participação de alguns artistas via web.

Quando, em Junho de 2007, Steve Jobs lançou o iPhone uma revolução começou. Com este objeto inicia-se um processo de democratização da fotografia tornando possível a todos os “iphoners” fotografar com bastante qualidade. Assim nasce a iPhoneography.

A nível mundial democratizou a expressão artística fotográfica, trazendo também grandes novidades nas formas e representações.

Com este avanço e aplicações acessíveis, que permitem manipular as imagens conseguidas, é criada uma rede social de fotografia e definitivamente a revolução está na rua.

Para o bem e para o mal a polémica está lançada, tal como o próprio objeto, este movimento rápido global e de características únicas faz nascer e despertar amores em diversos artistas que encontram nele a sua forma de expressão plástica.

De tão jovem que é, vive ainda de indefinições, de incertezas e imperfeições.

A sua aceitação é polémica, mas como em qualquer outra arte há os que amam e os que odeiam.

Os puristas rejeitam-na como fotografia, os mais abertos aceitam-na como uma variante que nasce na e da fotografia.

O debate conta com a presença de Emanuel Faria, autor da exposição a decorrer no espaço. Este tem formação superior em Design de Interiores e desde há dois anos que se dedica à iphoneart. Tem obtido reconhecimento como iPhoneartist internacionalmente e foi considerado o artista do dia recentemente no site iphoneart.com Devido às suas características e a grande influência das redes sociais, tem participado com diversos artistas de vários continentes em trabalhos conjuntos.

Recentemente ganhou uma menção honrosa no concurso “Mobile Photography awards”, com esta imagem e teve a sua peça exposta em Nova Iorque no passado dia 21 de Fevereiro.

Manuela Matos Monteiro dedica-se à fotografia há vários anos e tem participado com os seus trabalhos em exposições coletivas e individuais. Desde 2011 desenvolve experiências com um Iphone explorando as potencialidades do dispositivo que capta e edita fotografias. Três fotografias suas foram selecionadas para a grande exposição de Mobile Art que se realizou em Los Angeles no último verão.

O seu trabalho tem sido reconhecido através de prémios obtidos em diversos concursos de fotografia, de que se destaca o 1º prémio no concurso internacional “La femme et la vigne”.

Cat Morris é uma das artistas de iphoneography mais conceituadas a nível internacional. Começou a usar o seu Iphone 4s em 2012. O seu trabalho é abstrato, criando texturas a partir de imagens de flores para formas geométricas abstratas, sendo segundo a artista, a melhor forma de descrever como a artista vê o mundo.

O seu trabalho já esteve exposto nas maiores galerias dos Estados Unidos e atualmente é uma das fundadoras do museu “Nova era”, assim como Emanuel Faria. Este tem como objetivo promover a Iphone art e Iphoneography e difundir uma forma de pensamento ativo, o que vai ajudar a construir uma nova era na sociedade, uma nova cultura, e livre expressão artística.

Para fechar a programação dedicada a este tema, dia 23 de Fevereiro, Emanuel Faria será o mentor do workshop de iphone art e iphoneography intitulado, “ Iphone art. How to?”. Este pretende desvendar os segredos por detrás desta nova forma de expressão. Para curiosos, amantes e utilizadores de smartphones.

A programação dedicada aos mais novos será reforçada, os Workshops para bebés têm destaque neste mês.

A atriz Cristina Paiva conta a histórias a partir de alguns poemas de Fernando Pessoa, um espetáculo que de uma forma simples, evidencia e partilha o prazer da leitura com os bebés.

Inês Blanc e Sílvia Romero voltam com os seus ateliers assim como a Culturclan que propõe a crianças dos 6 aos 12 anos umas férias da Páscoa bem animadas com ateliers e oficinas várias de 25 a 28 de Março. Para mais informações consulte aqui.



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This