Maximo_Cantiga_Bailada

Máximo lança single «Cantiga Bailada»

Nova faixa revisita tradição de Idanha-a-Nova com arranjo contemporâneo e espírito jazz.

Máximo lançou o novo single «Cantiga Bailada». O tema inspira-se na canção tradicional de Idanha-a-Nova que lhe dá nome e que integra o repertório das Adufeiras do Castelo — um dos grupos mais emblemáticos da música popular portuguesa.

Depois de estreada ao vivo no concerto de abertura do Boom Festival, em Idanha-a-Nova, a versão agora editada resulta de uma gravação registada num espectáculo em São João da Madeira, mais tarde misturada e masterizada no Bairro Up Studios, em Lisboa. O arranjo é assinado pelo próprio músico, que transformou a melodia ancestral numa peça com estrutura de jazz, pontuada por elementos de rock progressivo e electrónica subtil.

Constrói-se sobre as vozes das Adufeiras, tratadas como samples vocais, e desenvolve-se em três secções distintas onde o piano, o baixo eléctrico, a bateria e os sintetizadores se cruzam com naturalidade. “Quando ouvi ‘Cantiga Bailada’ cantada pelas Adufeiras, senti uma atracção imediata pela melodia, que me levou a explorá-la de várias formas ao longo do arranjo”, explica Máximo, referindo também a influência do músico americano Eddie Chacon.

A faixa conta com a participação de Joppe Van Note na bateria e Jan Honnef no baixo eléctrico. A mistura e masterização ficaram a cargo de Miguel Sá Pessoa, com Rui Oliveira como técnico de som. A direcção criativa e o design da capa são da responsabilidade de Joana Cardoso e José Albuquerque.

Com este lançamento, Máximo inverte o movimento conceptual do seu último álbum, “Pangea” (2025): se antes partia de uma reflexão global sobre as origens da humanidade e as mudanças do planeta, agora mergulha na memória local e na matéria viva da tradição, procurando nas raízes portuguesas o impulso para pensar o presente e o futuro.

Aos 22 anos, o músico e compositor lisboeta — que assina a produção, o piano e os sintetizadores — prepara já o seu terceiro álbum de originais, com edição prevista para o final do ano. Depois de “Greatest Hits” (2023) e “Pangea” (2025), este novo capítulo confirma a versatilidade e inquietação de Máximo, artista que a crítica descreve como “uma revelação que não cabe numa só caixa”: alguém capaz de interpretar Carlos Paredes num recital no Japão e, no mesmo fôlego, compor para a pista de dança.

«Cantiga Bailada» reafirma essa amplitude, unindo tradição e experimentação num gesto de contemporaneidade que parte de Idanha para o mundo.



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