Sessão de abertura do Fest Filmes – Festival do Audiovisual Luso Afro Brasileiro

Um esforço coletivo, capaz de atravessar fronteiras e mostrar na tela do cinema a identidade e a diversidade de uma língua que não é única, mas inúmeras. Nas palavras de Saramago, num depoimento ao filme “Língua: vidas em português”, exibido após a sessão de abertura do Fest Filmes, neste domingo, “não existe uma língua portuguesa, existem línguas em português”.

O Fest Filmes decorre entre 13 e 18 de Maio em 25 cidades do Ceará, Brasil.

O cineasta e argumentista Duarte Dias, diretor do Festival, ressaltou a importância do Fest Filmes no seu conjunto de ações, criado a partir das necessidades do próprio setor. “É a possibilidade de levar o filme, de ir ao encontro, e não esperar que as pessoas venham, explicou, considerando “que é uma jornada revolucionária no sentido da consequência dessas ações”.

O Secretário de Cultura do Estado do Ceará, Francisco Pinheiro, apontou para integração que o Fest Filmes procura fazer, acompanhando a tendência brasileira em estabelecer relações com países, não somente no sentido Norte-Sul, mas também Sul-Sul. “Nos últimos anos, a partir do Presidente Lula, passou-se a ver com outros olhos os irmãos africanos. Este Festival apresenta um sintoma da presença africana no nosso País e, com as atividades de educação que oferece, tem uma perenidade maior com relação a outros modelos”.

Na plateia, 40 estudantes da Universidade da Integração Internacional Luso Afro Brasileira (Unilab) tiveram oportunidade de assistir à exibição do filme do moçambicano Victor Lopes. Um deles era o estudante Febrianos Patri-Son, 21 anos, de Timor Leste, que exibia com orgulho sobre os ombros uma faixa com o nome do seu País. Ele reside há dois meses em Redenção, onde frequenta o curso de Engenharia de Energias na Unilab, e disse ter adorado “essa oportunidade de conhecer a cultura dos países de língua portuguesa assistindo ao filme”.

Programação

No primeiro dia de programação do FestFilmes – Festival do Audiovisual Luso Afro Brasileiro, a decorrer esta segunda feira, são ministradas as oficinas de Música e Narrativa no Cinema, com David Tygel, e Produção de Roteiro Básico, com Di Moretti. Na Mostra Atlântica, dedicada aos países da CPLP, passa hoje o filme 3×3, de Nuno Rocha, além de um conjunto de escolhas do FIKE, Festival Internacional de Curtas-Metragens de Évora (Portugal):

Dá-me Luz – Sérgio Nogueira | Animação | 2010 | 4’30’’ | Portugal

O Acidente – André Marques e Carlos Silva | Animação | 2010 | 4’30’’ | Portugal

Deus Não Quis – Antônio Ferreira | Ficção | 2007 | 15’ | Portugal

O Voo da Papoila – Nuno Portugal | Ficção | 2010 | 12’ | Portugal

Hepicat – Nuno Portugal | Ficção | 2010 | 12’ | | Portugal

Na terça-feira, a Mostra Atlântica exibe o filme português Fotograma 23, de Victor Santos. Na Mostra Outros Festivais continuará a selecção feita pelo FIKE, Festival Internacional de Curtas-Metragens de Évora:

Zé e o pinguim – Francisco Lança | Animação | 2010 | 10’22’’ | Portugal

Gato sem nome – Carlos Cruz | Animação | 2010 | 10’ | Portugal

1111 – M. F. Costa e Silva | Ficção | 2010 | 10’ | Portugal

A parideira – José Miguel Moreira | Ficção | 2010 |20’ | Portugal



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