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Travo regressam com «BURIAL»

Novo single antecipa "WASTELAND", terceiro álbum com edição marcada para 2 de Outubro

Os Travo apresentam «BURIAL» como primeiro avanço de “WASTELAND”, o terceiro álbum de estúdio do quarteto bracarense, com lançamento agendado para 2 de Outubro pela Fuzz Club.

Este novo ciclo surge como o mais pesado, metálico e urgente da banda, assumindo um registo de rock agressivo que cruza géneros e se aproxima do metal, sem perder espaço para momentos de respiração no meio do caos. O disco propõe uma viagem intensa entre explosões de energia e passagens mais contemplativas, num equilíbrio entre tensão e atmosfera.

O processo criativo foi marcado por três anos de forte atividade internacional. Com várias digressões pela Europa, atuações em festivais relevantes e uma sessão ao vivo na KEXP, a banda acumulou experiência antes de entrar em estúdio. A gravação aconteceu no início de 2026, nos ARDA Recorders, no Porto, numa fase em que decidiram trabalhar sem material previamente composto. Em pouco mais de um mês de ensaios intensos, o álbum foi integralmente escrito, num ambiente de pressão que gerou alguma fricção interna. Essa urgência acabou por moldar diretamente o carácter das canções.

«BURIAL» abre o alinhamento de “WASTELAND” e define desde logo o tom do disco. Ao longo de quatro minutos e quarenta e um segundos, o tema desenvolve-se com riffs densos, vozes hipnóticas e uma secção rítmica acelerada, culminando num lead de guitarra marcante. O vídeo associado conta com realização de Ana Martinho Moreira e performance de Jo Castro.

O álbum foi produzido, misturado e masterizado por Jaime Arellano, conhecido pelo trabalho com Ghost, Ulver e Behemoth. Ao longo de sete faixas, “WASTELAND” inspira-se livremente em diferentes secções do poema “The Waste Land”, de T.S. Eliot, explorando temas como tecno-ansiedade, desconexão, distopia, amor, morte, renascimento e a procura por uma espiritualidade coletiva.

Musicalmente, o disco combina influências de psicadelismo obscuro e música industrial. As guitarras alternam entre harmonias e dissonâncias, apoiadas por uma base rítmica intensa e hipnótica. Este trabalho destaca-se ainda pela maior presença de sintetizadores no percurso da banda, reforçando a densidade sonora e a identidade do novo registo.



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