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“A Advogada”

Filme de Tony Goldwyn com Hilary Swank e Sam Rockwell

Recuamos até ao ano de 1980 e voamos até Massachusetts, local onde toda esta história acontece.

Betty Anne Waters é irmã de Kenneth Waters, um condenado a prisão perpétua por ter esfaqueado e agredido até à morte uma mulher. Por unanimidade de todos os presentes em tribunal, e também por provas evidentes, Kenny é condenado, deixando à sua espera a única pessoa que acredita na sua aclamada inocência e também a única pessoa que irá lutar pela sua libertação, a sua irmã Betty Anne.

É nesta real história que este “Conviction” (“A Advogada”) se baseia, tornando Hilary Swank em Betty Anne Waters e Sam Rockwell no seu irmão Kenny Waters.

Filmes que contam histórias de condenados culpados ou inocentes não são propriamente uma novidade aos nossos olhos, a verdade é que estas histórias são normalmente concentradas na vida atrás das grades, onde todo o sofrimento e desespero são retratados por quem os sente, enclausurado e impotente. O factor curioso nesta história real é que o drama é diferente e aqui podemos ver e sentir a dor e impotência dos que se encontram cá fora à espera de quem está lá dentro.

O argumento, de Pamela Gray, parece de início simples, falando sobre o condenado a prisão perpétua e a sua luta constante para provar a sua inocência, mas rapidamente nos apercebemos do quão brilhante pode ser, ao concentrar a história na revolta e entrega total da irmã Betty Anne, que a todo o custo, decide que a sua prioridade, leve o tempo que levar, será tirar a sua licenciatura em advocacia, para poder ser ela própria a retirar o seu irmão da prisão, visto mais ninguém acreditar na sua inocência.

O filme não ficaria completo, nem sequer teria a carga emocional que tem, se não fosse a brilhante e genial participação de Hilary Swank, que também é produtora executiva neste “Conviction” e que é sem dúvida a actriz perfeita para reencarnar um papel dramático e estrondoso como este.

Hilary interpreta Betty Anne de uma maneira tão sentida e verdadeira que nos faz admirar e ficar com as lágrimas nos olhos, só de sentir a forte ligação entre irmãos que é transmitida por esta actriz. Ao seu lado está Sam Rockwell, que embora consiga transmitir a inquietude e carga sentimental de um condenado que sabe à partida que nunca mais vai poder ver a luz do dia, faz também sentir que a sua interpretação sabe a pouco, podendo ter sido melhor explorada. Apesar disso, esta dupla de actores faz com que toda esta história se aproxime rigorosamente dos factos reais, conseguindo assim deixar-nos de olhos colados ao ecrã.

Nota-se aqui um enorme e minucioso cuidado para aproximar este filme de toda a história real e isso nota-se ao ler por exemplo a primeira carta que Betty Anne Waters escreve a Barry Scheck, responsável pelo Projecto Inocência, pedindo ajuda para provar a inocência do seu irmão através do ADN (técnica não conhecida na hora da detenção de Waters) e que é exposta no filme, de uma forma praticamente igual aos verdadeiros acontecimentos.

Tony Goldwyn traz um filme bastante tocante, que nos faz admirar o quão bonita a relação entre dois irmãos se pode tornar e onde os sentimentos fervem à flor da pele.



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