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“Aqui e Alem”, um olhar sobre a Arte

A exposição “Aqui e Alem” reúne dois conhecidos artistas, Michael Biberstein e Rui Sanches. Até 10 de Abril no Pavilhão da Cidade em Lisboa.

Michael Biberstein não é um nome novo no circuito da arte portuguesa. De nacionalidade sueca, veio para Portugal na década de 70, tendo escolhido Sintra como o seu local de retiro. Rui Sanches é um conhecido escultor português, que trabalha essencialmente com madeiras (especialmente mogno), e cujos temas vão desde o retrato, a paisagem, mas numa perspectiva tridimensional.

A exposição está patente no Pavilhão da Cidade até dia 10 de Abril, e é constituída por quatro esculturas de Rui Sanches e seis pinturas de Michael Biberstein, contanto ainda com uma peça realizada em conjunto pelos dois artistas e que tem o titulo da exposição. A obra é um dispositivo com características labirínticas, que leva o visitante até a uma janela onde é confrontado com uma paisagem surreal.  É proporcionado ao observador, um momento de introspecção, que leva a questionar aquilo que observamos.

Numa breve conversa com Michael Biberstein questionamos onde ia buscar a sua inspiração para as suas obras, e de uma forma geral como poderia resumir a mensagem patente em cada uma das pinturas da exposição.

Para Michael, que é um “agnóstico filiado”, as suas obras representam a ausência de um deus, de uma divindade que nos guie, o homem é dominado e guiado pelos seus sentimentos e pelas suas emoções, e é isso que ele pretende transmitir através das suas telas. As telas de Michael não retratam paisagens da forma que o nosso olhar as percepciona, mas sim de uma forma abstracta, e que poderá ser “lida” de uma forma diferente por cada observador. É deixado um espaço á interpretação da obra, Michael limita-se a dar as linhas orientadoras.

Rui Sanches por outro lado, em oposição com Michael, não se preocupa com as possíveis interpretações metafísicas que as suas obras possam suscitar.

Enquanto que com Michael, é suposto o observador pensar e interpretar, com Rui Sanches, é suposto o observador, simplesmente, observar o objecto nas diversas perspectivas.

Para quem pretenda ter uma visão diferente do conceito de arte, basta ir até ao Campo Grande, entrar no Pavilhão Branco do Museu da Cidade e visitar a exposição Aqui e Além”.

Fotografia de Sofia Ferreira



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