“Argentinian Lesson” vence grande prémio do II Panazorean

“Argentinian Lesson” vence grande prémio do II Panazorean

“Argentinian Lesson”, de Wojciech Staron (estreia em Portugal) é o vencedor do Grande Prémio Panazorean International Film Festival

“Argentinian Lesson”, de Wojciech Staron (estreia em Portugal) é o vencedor do Grande Prémio Panazorean International Film Festival, no valor de 2.000€, atribuído à melhor longa/média-metragem da competição internacional. Wojciech Staron (Polónia) realizou, em 1998, o “Siberian Lesson”. Entretanto, a sua mulher muda-se para a Argentina para dar aulas a uma comunidade polaca que lá reside e chegou o momento de filmar o novo episódio batizado “Argentinian Lesson”. Neste documentário, Janek, o seu filho mais velho, faz amizade com uma jovem argentina de origens polacas e, através deles, assistimos à passagem da adolescência para o mundo adulto. Um mundo duplamente novo para Janek, quem, ainda assim, nunca se sente como um estranho, senão como um observador maravilhado.

Ainda nesta categoria, o júri do Panazorean deliberou atribuir uma menção especial ao filme “El Etnógrafo” do argentino Ulises Rosell.

O prémio foi atribuído pelo júri internacional, constituído por Jean-Sebastien Chauvin, realizador e critico do Cahiers du Cinema, Florencia Mazzadi, diretora do Festival CineMigrante de Buenos Aires e ainda João Garção Borges, realizador e responsável pelo programa Onda Curta.

Ainda a nível internacional, destaque para a curta metragem “Welcome and Our Condolences” do israelita Leon Prudovsky, que estreou em Portugal no Panazorean e que saiu distinguido com três prémios: prémio melhor curta internacional atribuída pelo júri, Prémio Onda Curta e ainda o prémio do público.

O prémio de melhor longa nacional, no valor de 1.250€, foi atribuído ao filme “Deportado”, de Nathalie Mansoux. Trata-se de um documentário que fala sobre deportados dos E.U.A, onde cresceram e viveram, e que são obrigados a regressar à sua terra natal, os Açores, devido a penas criminais. Sem expectativas de encontrar uma nova vida numa ilha a que já não pertencem, vão-se deixando desanimar em centros de acolhimento. “Deportado” também foi distinguido com  o prémio do público.

O prémio de melhor curta nacional, foi atribuído ao filme “Cerro Negro”, de João Salaviza.

O realizador Pedro Peralta venceu o prémio novo talento nacional/Restart  com o filme “Mupepy Munatim”.

No que diz respeito à competição regional “Adormecido”, de Paulo Abreu, recebeu o prémio melhor filme dos Açores, no valor de 1000 euros. Tiago Rosas com “História dos Açores” foi galardoado com o prémio do público.

João Rodrigues com “A Nossa Casa” venceu o prémio novo talento regional/Restart.

Segundo o diretor do festival, André Santos, a 2.ª edição superou as melhores expectativas ao ter registado 4000 espectadores e uma participação muito significativa em todas as outras atividades como workshops, conferências e exposições. Realçou, ainda, o facto de se ter quadruplicado o número de filmes inscritos em relação à primeira edição e de dez dos filmes estrangeiros em competição terem sido estreias em Portugal.

Já Paulo Mendes, presidente da Direção da AIPA – Associação dos Imigrantes nos Açores, destacou a dificuldade, no contexto atual, em realizar um evento com esta dimensão e salientou o apoio preponderante dos mais de cerca de 40 parceiros envolvidos na realização do festival. O Panazorean é organizado pela AIPA com o apoio do Governo Regional dos Açores e conta ainda com parceiros como a Fundação Calouste Gulbenkian, ACIDI (Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural), Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, SATA, Grupo Bensaúde, Câmara Municipal de Ponta Delgada, eurodeputada Patrão Neves,  Banco Espírito Santo dos Açores, Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores, entre muitos outros.

Nesta II Edição estiveram em competição 17 longas e 20 curtas de 23 países e foram ainda exibidas mostras dos prémios LUX (Parlamento Europeu) e do festival CineMigrante (Buenos Aires). Destacamos, ainda que o Panazorean abriu com uma antestreia internacional, “La Cage Dorée” do luso-francês Ruben Alves que conta, no elenco, com Rita Blanco e Joaquim de Almeida (entre outros), terminando com a exibição de “Tabu” de Miguel Gomes, finalista dos prémios LUX.



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