Citemor | Duas estreias marcam a programação dos próximos dias

A 33ª edição do Citemor, o festival de Montemor-o-Velho, decorre até 14 de Agosto. Para a segunda semana do festival, o programa propõe as estreias de duas obras produzidas com o Citemor. No Teatro Esther de Carvalho, Marianne Baillot e António Pedro Lopes medem a gratidão em polegadas. We measure it in inches, onde se acentua o êxtase da celebração numa cerimónia infinita, vai decorrer nos dias 4 e 5 de Agosto, às 22h30. Nas palavras dos artistas, “o poder é medido em visibilidade, aparência, reconhecimento e legitimação”.

Num universo mais grotesco, mas também sobre o poder, John Romão e Paulo Castro apresentam Massacre, uma obra que denuncia “o dinheiro como forma de comprar a dignidade humana e de fazer esquecer os massacres”, tendo como referente Timor-Leste. Esta dupla improvável propõe resolver as crises mundiais, o caos económico e os problemas de Timor-Leste, nos dias 6 e 7 de Agosto, às 22h30, na Sala B.

Em Montemor-o-Velho encontram-se já os espanhóis Olga Mesa e Sergi Fäustino. A coreógrafa e bailarina espanhola vai apresentar na Oficina Municipal de Teatro, em Coimbra, a obra El lamento de Blancanieves, inserida no projecto LabOfilm, nos dias 11 e 12. Sergi Fäustino fecha a programação, nos dias 13 e 14 de Agosto, com uma estreia (Estilo Internacional. Investigación Alrededor de un Cuerpo Cansado) e uma estreia nacional (C60).

Considerado o festival de teatro mais antigo do país, com origem na década de 60 (Professor Paulo Quintela/Universidade de Coimbra), o Citemor teve a sua primeira edição organizada pelo Centro de Iniciação Teatral Esther de Carvalho, em 1974. É um festival de Verão, profundamente marcado pela apropriação de espaços não convencionais, de interesse patrimonial, arquitectónico ou natural.

O programa, caracterizado pela diversidade de propostas, evidencia uma perspectiva transversal de todas as artes e a intenção de promover um encontro de artistas e públicos provenientes de várias disciplinas.

Tendo como prática o acolhimento de residências de criação e  o acompanhamento de percursos, o Citemor está vinculado como produtor a sete das propostas programadas e apresenta duas produções próprias, três estreias absolutas, uma antestreia e três estreias nacionais, afirmando, claramente, a vocação produtora do projecto.

Esta edição, que reforça o Citemor como um elemento decisivo na identidade territorial, vem, mais uma vez, sedimentar uma imagem associada à criação artística contemporânea e potenciar Montemor-o-Velho, não apenas como um território de fruição por excelência, mas de uma forma mais concreta, como um lugar dedicado à criação.

Pela primeira vez, a entrada para todos os espectáculos do festival é gratuita.



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