“Close My Eyes” | Sophie McKenzie

“Close My Eyes” | Sophie McKenzie

Toda a maldade do mundo

Geniver Loxley vive um pesadelo com a duração de oito anos. Desde que perdeu a sua filha Beth, flutua num limbo que não a deixa voltar à realidade: pôs de lado a escrita e os romances, vê o fantasma da filha em toda a parte e mal consegue concentrar-se para dar meia dúzia de aulas de escrita criativa por semana.

Desde então sucederam-se tentativas falhadas de ter um novo filho, seja através de métodos naturais ou da fertilização in vitro. Art, o marido, que desde o irreparável incidente arrancou para uma carreira de sonho e fortuna, insiste em voltarem a tentar, falando de novos e mais eficazes métodos, mas Geniver está farta de todo o processo, desde a contagem dos ciclos, ao aspecto dos fólios. Aquilo que de início os unia – Geniver atraída pela energia e sentido prático do marido e este pela sua criatividade – separou-os desde a morte da filha, vivendo como que numa pilha, abraçados a pólos opostos. Um dia, uma estranha bate à porta de Geniver, contando-lhe uma história digna de um thriller arrepiante: a sua filha Beth está viva…

Close My Eyes”, de Sophie McKenzie (edição pela Simon & Schuster UK), é um livro que demora um pouco a arrancar. Apesar de uma vida marcada pelo negrume, é difícil sentirmos um grande apelo pela personagem de Geniver, que vai repetindo as suas dúvidas e interrogações como uma estranha e monótona ladainha. Porém, quanto entra em cena um trio de personagens, a trama ganha um excitante dinamismo: Charlotte West, uma aluna do curso de escrita criativa de Geniver, que começa a persegui-la e a mudar o seu visual de modo a ficar mais parecida com ela; Lorcan Byrne, que em tempos trabalhou para Art, despedido por ter dormido com a mulher do melhor cliente da empresa; e Morgan, a irmã de Art, que tem com ele uma relação de irmã dominadora e é um exemplo de estilo e à-vontade.

Será com Art que Geniver, depois de entre o real e a paranóia se decidir pela última, embarcará numa viagem onde o perigo, a atracção e o delito andarão sempre de braço dado. Após subir a muito custo ao topo da montanha, “Close My Eyes” entrega-se ao doce sabor do vento e da velocidade, deixando no ar uma questão pertinente: como chega até nós a maldade do mundo?

 

 

All the evil in the world

Geniver Loxley is living on an eight years nightmare. Since the lost of  her daughter Beth, she floats in limbo that doesn´t allowed her to go back to reality: she puts aside writing novels, sees the ghost of her daughter everywhere and can barely concentrate on lecturing half-dozen weekly classes on creative writing.

Since then, failed attempts to have another child have succeeded, either through natural methods or in vitro fertilization. Art, her husband, who since the incident got off to a dream career and fortune, insists on trying new and more effective methods, but Geniver is sick of the whole process: the count of cycles, the aspect of folios… What united them in the beginning – Geniver attracted by the energy and practicality of her husband, and Art by her creativity – has separated them since the death of her daughter, like living on a battery at opposite poles. One day, a stranger knocks on Geniver`s door, telling her a story worthy of a chilling thriller: her daughter Beth is alive …

Close My Eyes” (Simon & Schuster UK, 2013), by Sophie McKenzie, is a book that takes a while to boot. Despite a life marked by darkness, it is difficult to feel great appeal for the Geniver character, who keeps repeating her doubts and questions as a strange and monotonous litany. However, as a trio of characters appear, the plot gets an exciting dynamism: Charlotte West, a student of creative writing, that begins to chase Geniver and changes her look in order to become more like her; Lorcan Byrne, who once worked for Art, fired for sleeping with the wife of the company’s best customer; and Morgan, Art`s sister, a fashionable and dominant lady.

It will be with Art, after between reality and paranoia deciding on the last one, that Geniver embarks on a journey where danger, crime and attraction will walk arm in arm. After climbing to the mountaintop at a great cost, “Close My Eyes” gets a taste on the wind and leaves  a pertinent question: where is the birth of all the evil in the world?



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