rdb_contraband_header

“Contrabando”

Mais um remake para americano ver.

Já não ia ao cinema há imenso tempo. A vida tem destas coisas, nem sempre conseguimos despender duas horas do nosso tempo para nos sentarmos sossegados a ver um filme.

De grosso modo, não gosto de pagar gasolina quando já tenho de pagar por um bilhete de cinema, por isso mesmo o sítio escolhido é sempre o mais perto de casa. E assim foi.

O único filme que me despertava algum interesse era mesmo o “Contrabando”, de Baltasar Kormákur. Algumas palavras, críticas e imagens já me tinham passado pela mão e do que vi, interessou-me.

Hoje em dia, como já tenho dito, são raros os filmes que nos fazem ficar completamente deslumbrados e a afirmar que foi um dos melhores que vimos nos últimos tempos. Compreendo… nem sempre é fácil de inventar histórias completamente inovadoras e que nos tragam algo que nunca antes vimos. Sim, as ideias já estão todas construídas e, com a quantidade e diversidade que temos hoje em dia em relação ao cinema, muito mais difícil se torna. O que é sim interessante, é ver quem consegue dar um outro rumo a ideias já existentes, conseguindo mesmo assim surpreender.

Não é o caso deste filme, mas também acho que ninguém o vai ver com essa expectativa.

Mark Wahlberg está na berra. Tendo surpreendido com “The Fighter”, trazendo uma imagem dura e rebelde, mas ao mesmo tempo coesa e versátil, é assim que se mantém neste filme. Interpretando Chris, um homem de família, apaixonado pela sua cara-metade (a bonita Kate Beckinsale) e que em tempos esteve ligado directamente a negócios de contrabando, Mark continua no seguimento de bad boy, que ao mesmo tempo que lhe assenta adequadamente, por outro lado não coincide com a sua bonita cara de menino bonzinho.

Com personagens fortíssimas de Ben Foster, que faz de Sebastian, um pintarolas supostamente dedicado à eterna amizade e à lealdade pura, juntamente com os seus maus vícios, envolvendo negócios escuros e drogas e de Giovanni Ribisi, o Briggs, exemplo duro e cru de um mafioso à séria, que faz tudo para vingar a sua palavra, este “Contrabando” tem como aspectos positivos a quantidade de belos actores que o compõem, dando de todo outra vida ao desenrolar do filme.

Sendo um remake do filme islandês “Reykjavik- Rotterdam”, em que Baltasar, o realizador deste “Contrabando”, é também uma das personagens, todo o filme tem um desenvolvimento mais ou menos previsível, sendo um bom filme de acção, bem dirigido e bem estruturado. Apesar de tudo, continuo sem perceber o hábito de fazer remakes, praticamente iguais, de filmes menos comerciais ou conhecidos do público, de modo a torná-los em sucessos norte-americanos de bilheteiras, mas essa será uma eterna questão a colocar…

Um filme aconselhável e que, apesar de nada de novo trazer, consegue mostrar-nos uma boa história, com um interessante desenrolar e com actores preciosos!



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This