FILIPE PINTO SOARES | Exposição Weapons of a mass creation | 5 Junho | Galeria Art Lounge

O Artista Plastico, Filipe Pinto Soares Inaugura a exposição intitulada “Weapons of Mass Creation”, no dia 5 de Junho, 3ª feira, a partir das 19:00h na Galeria Art Lounge, um espaço dedicado à arte contemporânea, com uma forte vertente para a divulgação de artistas internacionais, situada na Rua António Enes 9c, perto do Saldanha, a cargo de Ricardo Tenreiro da Cruz . A exposição estará patente até ao dia 25 de Julho.

WEAPONS OF A MASS CREATION

A morte é um evento natural e assim se inscreve nos ciclos da natureza. No Homem o pensamento desclassifica a fatalidade da morte. A beleza, o “veritatis splendor”, induz naturalmente o sentimento da imortalidade. Porque limitados, aspiramos ao absoluto, porque precários, aspiramos à perenidade.

A morte , todos o sabemos é o fantasma da guerra e a guerra é recorrente no desenrolar da história por mais absurdo que posa parecer esse desvio do diálogo e do andamento da razão. O fim das guerras é um dos objectivos da civilização. Admite-se a morte, mas não a sua provocação.

F.P.S. não aborda directamente estes temas, constrói objectos em que o artista vai ao coração das armas que meticulosamente esventra, depositando aí mensagens inebriantes – a vida e a natureza ameaçadas, o discurso religioso, a inocência abusada.

Os maquinismos que cria são dispositivos de ênfase na abordagem plástica que se expressa duma forma quase violenta pelo alto contraste entre o instrumento de morte e o palpitante mistério da vida e da energia que dela emerge ( a onda, a semente!)

A destruição massiva qua ainda hoje nos ameaça é o paroxismo da violência que merece uma resposta veemente, a da criação como um libelo.  É isso que a linguagem de F.P.S. nos transmite com sinais subtis e nuances discretas, mas que por isso mesmo não deixam de ser altissonantes e até desesperados.

Há no seu laboratório um trabalho de ourives na pesquisa de materiais e na atenção ao detalhe que no artista representa o respeito pela respiração do real.

Falando de armas, sabemos que a decisão do tiro é fulminante e se consome num mero segundo, embora as consequências possam ser perenes e persistentes.

As obras de F.P.S. nesta exposição são uma espécie de tiro prolongado no tempo, que podem provocar no expectador uma impressão explosiva e na sequência de outras anteriores constituem um desafio que F.P.S. assume com o breve e lúdico sorriso expresso na sua linguagem “sotto voce” que insisto em considerar inebriante.

BIO

Filipe Pinto Soares (Abril, 1974) tem a sua formação em restauro na Fundação Ricardo Espírito Santo e em animação 3D na ETIC. Em 1999, passou pela St. Martin’s School of Art, em Londres, no curso de manipulação de imagem, arte e design. Em 2000, ainda em Londres, estudou produção e vídeo na Media Productions Facilities.

Em 2001 cria a Relectro, uma marca de design industrial onde alia tecnologia a objectos de decoração vintage. É por esta altura que as artes plásticas entram no seu currículo. Participou em algumas exposições colectivas, entre elas Abanque, na Mousse, em 2004, o Circuit, em 2006 e Nike 1/1 Art of football, em 2008. Em 2007 inícia uma colaboração com o artista Miguel Palma. Em 2008 faz o curso de pintura da Ar.Co..Em 2009 A sua primeira Exposição indvidual (floating Dreams). Em 2010 faz a segunda exposição individual “Along the way” no espaço Arte Tranquilidade e em 2011 é convidado a participar na exposição colectiva “Janelas do futuro” em 3 cidades.

O seu trabalho reflecte todo um percurso de aprendizagem e de experiências, com a perspectiva de desenvolver e inovar o olhar sobre peças que juntam tecnologia à arte.



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