“Inferno”, de Mónica Calle

Na quinta-feira, 4 de Novembro, às 21h30, no Grande Auditório da Culturgest, terá lugar a estreia de “Inferno”, um espectáculo de Mónica Calle a partir do texto autobiográfico do dramaturgo sueco August Strindberg. Mónica Calle volta a subir ao palco da Culturgest, depois de aqui ter apresentado Julieta – cartas fragmentárias a um amor perdido, com um projecto de características singulares: integrarão o espectáculo actrizes profissionais e amadoras que participarão num workshop (1 a 8 de Novembro) que a encenadora irá dirigir. Juntando-lhe o elenco fixo – Ana Ribeiro, Mónica Calle e Mónica Garnel –, serão mais de 50 mulheres em palco. O espectáculo será sempre diferente, resultado de um trabalho intensivo diário.

“Inferno” é baseado num diário pessoal de Strindberg. Escrito entre 1896 e 1897, poucos anos após um processo de divórcio bastante doloroso, é um misto de diário, ensaio e ficção, que descreve o perturbado mundo psíquico de Strindberg (embora, por vezes, se diga que existe um exagero voluntário da situação por parte do autor). Esta obra não é apenas uma narrativa autobiográfica, mas também uma fascinante discussão sobre os processos de criatividade artística e a sua relação com os estados de sanidade ou demência.

“Inferno” estará em cena de 4 a 8 de Novembro (dias 4-6 e 8 às 21h30, dia 7 às 17h). Os bilhetes têm o preço de 12 Euros; jovens até aos 30 anos têm um preço único de 5 Euros.



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