LUX B FACHADA 21 DE SETEMBRO

Autor e intérprete já de uma discografia muito considerável, tem mantido a promessa dos dois discos ao ano sem qualquer desvio de rota e enchido salas de Norte a Sul com essa raridade que é uma canção portuguesa que não pede desculpa por ser como é, por falar verdades que ficaram silenciadas durante tempo demais. Que soa eminentemente daqui mas em expansão de olhos a brilhar, sem coisas de postal para o turismo autofágico, como demasiadas vezes fizemos nas últimas décadas. Está lá a tradição, voltaram a reivindicação e a proposta concreta; dispensou-se o pudor em cantigas sobre intimidade, com o requinte próprio dos cavalheiros existencialistas e o vigor de um homem que sabe dançar, no seu encantador balanço angolano-beirão.

O seu novo registo de Verão que baptizou de “Criôlo” acaba de chegar, à semelhança do ensaiado em 2010 com “Há Festa na Moradia” e em 2011 com “Deus, Pátria e Família”, cumprindo o seu programa de delírio estival, possivelmente o seu álbum melodicamente mais imediato, ritmicamente mais social e processualmente mais simples de sempre, de corpo e alma apontado aos terreiros e às pistas de dança, sem por um segundo perder uma vibrante, distinta e fracturante assinatura.

Neste concerto especial no Lux Frágil espera-nos o B mais dançável até hoje consumado público, no pico do aprimoramento do seu novo “set up” de voz, programações e teclados. Na despedida do Verão, e numa das últimas oportunidades de o apanhar em concerto na capital antes do anunciado ano sabático, o reportório do concerto incluirá todo o “Criôlo” acrescido de uma revisão generosa do seu brilhante catálogo, reconfigurado para uma nova vida de arranjos electrónicos que justificam claramente a festa e a celebração. (Filho Único)



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