rdb_modalisboa-fashionforce33-dia2-2_header

Modalisboa Fashion Force Dia 2

Reportagem do segundo dia da Moda Lisboa Fashion Force 33º.

A noite do segundo dia da Fashion Force’ 33 começou com “Continuação… a Vermelho”, colecção de Alexandra Moura que dá continuidade à silhueta da colecção de Inverno 09. A designer destaca os ombros e propõe formas que variam entre o justo e o volumoso. Os cortes geométricos diluem-se nos detalhes inspirados nos anos 20 e 80 e atribuem pontos de foco à colecção – laços e contrastes de materiais ou cores. Destaque ainda para os jogos ópticos criados por riscas em encaixes tridimensionais. Os materiais passam pelo algodão, o jersey de seda e a sarja de algodão elástico com acabamento hi-tech. A colecção desdobra-se em tons de vermelho, rosa e preto.

Inspirados pelos trajes de Henry Croft, a dupla White Tent apresentou a colecção para o Inverno 10 na ressuscitada passerelle LAB. A história conta que Henry recuperou uma carga de botões trazida por um navio japonês que se afundou no rio Tamisa e com eles decorou todo o seu fato. A dupla desenvolveu botões em pele e materiais sintéticos. Os materiais de onde os botões foram recortados são usados na confecção de outras peças da colecção. O resultado é uma proposta sporty, descontraída, em tonalidades cinza, azul marinho, prata e ouro.

Benny Rosset, o designer da marca brasileira de beachwear CIA Marítima, inspirou-se no drapeado dos vestidos das deusas gregas e no trabalho de Madeleine Vionnet, a rainha do draping. Versace é uma influência evidente. Moda para ir à praia em jerseys fluídos de cores frias e tons terra, onde o branco e o preto são predominantes.

A noite terminou fora da fortaleza da moda. José António Tenente mostrou a sua proposta na ex-Coconuts, discoteca anexa ao Farol Design Hotel. A fila para assistir ao desfile era interminável e apenas alguns conseguiram lugar, mas mesmo entre aqueles que conseguiram entrar, poucos foram os que conseguiram ver. Num espaço tão lotado, os manequins chegavam a tropeçar na plateia. Ambiente disco para uma colecção inspirada no “funky” dos últimos anos da década de 70. Damascos com micro-motivos, cetim, lurex, brilhos com metal e musselinas estampadas foram os materiais usados em homem e mulher, numa paleta composta pelas cores fúcsia, lilás, vermelho, cinza e metálicos. Para aqueles que não conseguiram entrar, fica o consolo de terem perdido uma das colecções menos interessantes da 33ª edição da ModaLisboa/Estoril.

Independentemente da opinião que se possa ter acerca das propostas apresentadas, esta edição da ModaLisboa/Estoril é marcada por notícias de bastidores relacionadas com mudanças de instalações, novos eventos de moda, ausências notadas e estreias aplaudidas.

Comecemos pela notícia mais aguardada: a ModaLisboa regressa logicamente a Lisboa e fica por lá pelo menos nos próximos três anos. Contudo, a estadia em Cascais deixou sementes e a partir de Junho de 2010 a Associação ModaLisboa promove anualmente o interdisciplinar Estoril Fashion Festival.

Esta foi a primeira edição sem Paulo Gomes. O director de arte e produtor demissionário anunciou a Manifesto Moda, um evento dedicado à moda de autor a ter lugar em Lisboa, São Paulo e Luanda.

Por último, mas não menos importante, o regresso das “marcas de indústria” aos palcos da ModaLisboa, a ausência de Lidija Kolovrat e Pedro Mourão e a estreia da marca V!TOR, de Vítor Bastos.

Esperemos que estas notícias marquem um novo e necessário ciclo na profissionalização da moda portuguesa e tragam uma maior abertura à inovação e ao sangue novo.



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This