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Modalisboa Fashion Force Dia 3

Reportagem do terceiro dia da Moda Lisboa Fashion Force 33º.

Tarde de sábado na ModaLisboa. O dia começa no espaço LAB com a nova marca de Vitor Bastos, V!TOR, e a colecção “Watch the Greek”. Cocktail Molotov, a garrafa revestida em crochet que o designer apresentou no início de 2009, está na origem da colecção que reflecte a “revolução” que teve lugar na Grécia no final do ano passado. O designer questiona “os motivos para a revolução e qual o tipo de estrutura que trabalha para isso“.

O desfile abriu e terminou com peças que sustentavam garrafas de vidro à volta do corpo. Para além de metafórico, o som que produziam remetia-nos imediatamente para a atmosfera da colecção: homens e mulheres bomba, activistas que dão a cara pela revolução. O resultado foi uma colecção street retro com influências militares em tricots artesanais com fios mescla e tiras de jersey, riscas de ténis e sarjas de algodão numa paleta de branco, azul escuro e bege.

Segue-se uma estreia de peso: a Adidas Originals. “Celebrate Originality” é o lema da marca que mostrou uma enorme colecção dividida em seis linhas. “Fafi” é da autoria da designer francesa com o mesmo nome, “Women Select” tem inspiração nos anos 80 e “Ot Tech” sugere o lado cosmopolita de Tóquio. “The Original Game” alude ao desporto rei e celebra o Mundial de Futebol a realizar na África do Sul em 2010, enquanto “Blue (A039)” tem como referência o filme “Revenge of the Nerds” e a tendência actual de tornar o estilo nerd num ícone de moda. Por último, a linha “Vespa” relaciona os valores da marca de motociclos e da marca de desporto. A passerelle encheu-se de gente famosa oriunda de áreas como a televisão, a comédia e o desporto, com diversas idades e estaturas, mostrando que é uma marca que todos podem usar.

Inspirada nas flores, a colecção de Katty Xiomara para o Inverno 10 não surprendeu. A criadora diz que é a mais romântica de todas as suas colecções e propõe vestidos soltos em jersey, malhas de teia rendadas e algodões de camisaria. Uma colecção fluída em peças drapeadas, vestidos camiseiros, peças de inspiração japonesa e vestidos longos hiper-românticos. As cores propostas são o rosa-velho, o branco, o bege cru, o salmão e o laranja fluorescente.

De volta ao espaço LAB, é a vez de Sara Lamúrias apresentar “Ouvrage”, a colecção de Aforestdesign. A proposta é influenciada pelos vilões dos contos folclóricos para crianças e nos primeiros receios destas. Uma colecção gráfica, de peças em crochet e jersey de algodão.

Ritmo e movimento é o que sugere Luis Buchinho para o Inverno 10. As imagens subaquáticas das medusas e os seus movimentos ondulantes serviram de base ao processo criativo. Uma colecção surprendente de formas fluídas quebradas por cortes estruturantes e assimetrias. Materiais plissados, voiles e tafetás de seda, jersey de seda e nylon com indução em azuis, malva, branco, pérola, preto, rosa e laranja.

Nuno Baltazar viajou até Cabo Verde e criou Morabeza, colecção que tenta fundir os looks europeu e africano em tons terra, mar e preto. Multi-silhuetas em sedas fluídas, jaquards, algodão, linho e apontamentos de gazes e crepes bordados com pailletes. De África vêm os panos na cabeça, os acessórios, as cores e a passagem pela passerelle de um maior número de manequins de origem africana.

Ana Salazar fechou o terceiro dia de ModaLisboa com “Light Enough”. A designer usa e abusa de jerseys com elásticos metidos em canais para drapear peças e propõe ainda alguns looks em lãs frias, chiffons e cetins de seda estampados. As cores que propõe passam pelo preto, verde ácido, azul cobalto, rosa, verde e laranja. Um destaque especial para as jóias de Valentim Quaresma desenhadas para Ana Salazar.



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