MONSTRA

MONSTRA

15.º festival de animação de Lisboa

Mais uma vez a Monstra mostrou ser um festival para todas as idades e para todos os gostos. Na sua décima quinta edição trouxe-nos uma parceria com o Hot Club de Portugal onde se combinou animação com jazz e ao vivo!

A cerimónia de abertura foi bastante elucidativa em relação ao que se podia encontrar neste festival que aconteceu durante a semana de 3 a 13 de março, com a apresentação de alguns pequenos filmes e algumas aparições performáticas da Ambassade de France Au Portugal.

Este ano em Retrospetiva celebraram-se os 25 anos da Animanostra, e dedicou as comemorações, entre outros temas, ao 5º. aniversário do Fado como património imaterial da humanidade. Recebeu ainda as curtas-metragens dos países da Ex-Jugoslávia com histórias genuínas e uma variedade de gráficos que, em comparação com as curtas da Animanostra, apostaram mais na diversidade e na cor. Não quero com isto dizer que em Portugal não se fazem boas animações, pelo contrário, e prova disso são os filmes que competem ao prémio Vasco Granja. O concurso é já frequente neste festival e este ano a técnica do stop motion foi uma constante bem concretizada em alguns dos filmes exibidos.

Voltando à sessão de abertura, fomos presenteados com animações acompanhadas de música ao vivo para introduzir a novidade desta edição. Foram também apresentados os genéricos da Monstra e da Monstrinha 2016, feitos por pai e filha, o que não poderia ser mais conveniente uma vez que este evento se define por ser para toda a família. A Monstrinha, para aqueles que não estão tão a par da programação habitual, trata-se da apresentação de curtas para faixas etárias mais novas com grupos que vão dos 3 aos 6, dos 7 aos 12 e para maiores de 13, o que não impede que pessoas mais velhas também possam assistir. Como é dedicada aos mais novos, a Monstrinha decorreu na parte da manhã e início da tarde. Porém, segundo o buzz dos primeiros dias, apontava para uma enchente nas salas para assistir à competição das longas metragens, acredito mesmo que se deveu à curiosidade em assistir a um dos filmes mais aguardados, “Memórias de Marnie”, a última produção dos estúdios Ghibli e com uma nomeação para os óscares. A sessão começava às 20h00 e, às 20h00, ainda havia uma fila consideravelmente grande à porta do Cinema de S. Jorge para adquirir o bilhete.

O Cinema de S. Jorge é o local que todos os anos acolhe a Monstra, mas ela escapa-se por outros locais de Lisboa como o Cinema Ideal, o Cinema City Alvalade, a Fábrica do Braço de Prata, o Centro Cultural de Carnide, o museu da Marioneta, entre outros. Entre várias animações há também espaço para Workshops, Masterclasses (com uma redução nos preços em relação à edição do ano passado) e alguns encontros e debates. É de realçar também que a Monstra dá oportunidade aqueles que começam a dar os primeiros passos pelo mundo da animação com a Monstra Universitária, que acolhe alunos de várias escolas e várias áreas.

Não restam dúvidas de que a Monstra se torna cada vez mais um festival acessível, excêntrico, inovador e onde o aborrecimento não tem lugar para aqueles que a procuram.



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