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“Palavra de Sardinha”

A Sardinha tem exposição e convida todos a ver.

Ontem, a Rua de Baixo cruzou-se com o n.º 96 da Rua Augusta e assistiu à maior invasão de sardinhas ilustradas de sempre. Concretizada no âmbito das Festas de Lisboa, esta 6ª edição, puxou à rede as 118 sardinhas que expõe, na Galeria Millenium, até o próximo dia 13 de Agosto.

À pesca, um júri peculiar constituído por Nuno Markl, Gisela João, Vhils, Rita Blanco e Rui Unas mostram o resultado da seleção de um cardume ilustrado imenso, composto por mais 8 mil sardinhas a concurso.

Antes de entrarmos, já toda a ação se fazia adivinhar através de ecrãs exteriores e promotoras que apregoavam jornais e sardinhas, em tom de convite, a todos os transeuntes de uma das ruas mais badaladas da baixa lisboeta.

No interior, a cumprir o protocolo de apresentação, os representantes da organização desta edição (EGEAC; Fundação Millennium bpc; Atelier Silva designers e a Câmara Municipal de Lisboa) assinalam a importância desta espécie, não só no núcleo das festas populares, mas também na história da cidade e da comunidade onde se inserem.

Poucos degraus a subir, são três os pisos inteiramente dedicados à sardinha, este ícone tão português que fala connosco. Aqui, a originalidade tem escamas! Espalha-se num aparato noticioso, tão bem, extraído da realidade  que vivemos e assistimos diariamente, em: tablóides, revistas cor-de-rosa, magazines, jornais de renome, sensacionalismo, temas mediáticos; que se fundem com anúncios radiofónicos, numa sonoridade de outros tempos. Nem mesmo ao nariz escapa o cheiro a sardinha. O cariz humorístico está patente a cada peça de texto adaptada, a cada ilustração, através de conteúdos que fazem buzz, nos média, mas com muito mais piada, se imaginarmos a entoação a ser empregue pela sardinha portuguesa.

Das paredes sem espinhas, serve-nos o tato para satisfazer a curiosidade lançada por cada janela que podemos abrir de modo a folhear mais teor noticioso e cheio de sangue na guelra.

Por fim, no último e terceiro andar, as sardinhas vencedoras reinam (literalmente) o espaço, numa dimensão paralela que as transcende do universo marinho ao cosmos, traçando a sua órbita entre estrelas e planetas. Se gosta de humor, criatividade, sardinha e festas populares, já sabe, passe pela Rua Augusta e entre no n.º 96.

Galeria

Entrada: livre
Data da exposição: 6 de junho a 13 de agosto.
Saiba mais, em: http://festasdelisboa.com/events/event/palavra-de-sardinha/

 



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