Peça (In)Concreta

Manuela São Simão e Carlos Santos apresentam nesta edição do Ciclo “Vinte e sete sentidos” Peça (In)Concreta. Uma improvisação visual analógica é criada a partir de dois retroprojetores de acetatos e vários objetos concretos. Numa certa penumbra é projetada uma atmosfera imagética e abstrata de movimentos que produzem sons. A origem destes é revelada no espaço e tempo da performance, misturando-se com field recordings processados eletronicamente cuja origem acusmática e carácter digital surge como um desestabilizador do momento concreto: o aqui e agora da performance analógica.

Manuela São Simão nasceu em São Paulo em 1980. É formada em artes plásticas pela Faculdade de Belas Artes do Porto. É uma artista multidisciplinar que além das artes plásticas tem vindo a apresentar projetos em áreas como a Ilustração, a performance, projetos de arte intermedia, arte pública, sound art e curadoria. Em 2007 começa a desenvolver projetos em colaboração com performers e músicos. De entre alguns desses projetos destacam-se: Gibberish no Festival Silêncio em Lisboa no Goethe Institut, Transhumance.Porto no Future Places Festival, MajHora FM no Serralves em Festa no Porto e Gibberish.Porto no TRAMA Festival de Artes Performativas. Dedica-se também à ilustração infantil e tem sido responsável por alguns projetos relacionados com a arte rádio.

Carlos Santos estudou pintura com o artista plástico António Sena, mas acabou por transferir a sua criatividade para a arte sonora, especializando-se na eletrónica live e na manipulação de field recordings e found sounds. Com Paulo Raposo ou Ernesto Rodrigues, utiliza o computador e software desenvolvido em Max/MSP em situações de improvisação eletroacústica, difusão acusmática ou instalação. Tocou igualmente com figuras como Carlos “Zíngaro”, Birgit Ulher, Rhodri Davies, Stéphane Rives, Emidio Buchinho, Ricardo Guerreiro, Bertrand Gauguet, Wade Matthews ou João Silva, com quem mantém uma regular colaboração em projetos site-specific.

Sobre o ciclo “Vinte e sete sentidos”
O século XX começou com o visionarismo de um punhado de artistas que ambicionava ter uma intervenção sinestésica, envolvendo os olhos, os ouvidos, o olfato, o paladar, o tato. No seu poema An Anna Blume, Kurt Schwitters referiu-se mesmo em 1919 aos “vinte e sete sentidos da sensorialidade”. Finalmente derrubadas as fronteiras entre as artes, neste início do século XXI vai-se pretendendo lidar com a totalidade da perceção humana. A série “Vinte e sete sentidos” apresenta alguns dos caminhos que estão a ser percorridos rumo a esse velho ideal…
INSTALAÇÃO / PERFORMANCE – CULTURGEST – LISBOA
QUI 11 DE OUTUBRO

Sala 2
18h30 · Duração aprox.: 1h
3,5€ (preço único)
M12



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