programação doclisboa 2011

O doclisboa 2011 mantém os seus objectivos iniciais. O incentivo à criação e à descoberta de novos cineastas, um olhar orientado para o futuro do cinema documental. Estão seleccionadas dezassete primeiras obras, das quais quatro fazem parte da Competição Portuguesa – composta por seis longas e médias metragens. Para o doclisboa é importante a promoção do cinema português, que será também apresentado na secção Selecção Portuguesa – Sessões Especiais Fora de Competição, onde serão vistos filmes como Jorge Salavisa – Keep Going, de Marco Martins, ou Em Trânsito, de Solveig Nordlund.

Estarão presentes muitos realizadores disponíveis para encontros e entrevistas – Frederick Wiseman, Ross McElwee, Fernand Melgar, Thomas Heise entre muitos outros.

Uma das grandes novidades desta edição é a apresentação de um filme português na Competição Internacional – É Na Terra Não É Na Lua, de Gonçalo Tocha, uma obra de relevo sobre os habitantes da ilha do Corvo. O filme irá competir, entre muitos outros, com Vol Spécial, de Fernand Melgar, Territoire Perdu, de Pierre-Yves Vandeweerd, Sonnensystem, de Thomas Heise e Tahrir, de Stefano Savona.

Na secção Investigações, filmes com temas tão importantes como Guantánamo, com You Don’t Like the Truth – 4 Days inside Guantánamo, de Luc Côté e Patricio Henríquez – a situação dos palestinianos em Israel, com Rechokim, de Ruthie Shatz e Adi Barash, passando pela história de um potencial candidato à presidência dos Estados Unidos envolvido num escândalo sexual – Client 9: The Rise and Fall of Eliot Spitzer, de Alex Gibney.

Na secção Riscos, obras singulares como Aterro do Flamengo, de Alessandra Bergamaschi, um filme descoberto no Festival É Tudo Verdade, no Brasil, e O Nosso Homem, de Pedro Costa.

A Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) reúne uma selecção muito importante e original do cinema das guerras de independência, entre os quais Festival Panafricain d’Alger, de William Klein e Behind the Lines, de Margaret Dickinson. No dia 28 de Outubro às 21h30 no cinema São Jorge haverá uma mesa redonda sobre este tema com os realizadores convidados

Da Retrospectiva dedicada a Jean Rouch, com curadoria de Philippe Costantini e em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, fazem parte filmes raríssimos como Baby Ghana e La Folie Ordinaire d’Une Fille de Cham e Le Foot Girafe ou L’Alternative.

A Retrospectiva Harun Farocki é uma mostra muito completa da obra do cineasta que «faz filmes com imagens que não eram destinadas a ser públicas, como as de encarceramento em Gefängnisbilder, numa “reflexão fundamental sobre a sociedade de controle”». Em paralelo ao festival, uma exposição composta por três instalações: “Três Duplas Projecções” na Galeria Palácio Galveias (inaugura hoje às 19h). O realizador dará uma Masterclass no dia 25 de Outubro às 11h na Culturgest.

Na secção Heartbeat visita a todos os géneros musicais, do hip-hop à música clássica, passando pelo jazz, pop e punk. Homenagem a Richard Leacock em Monterey Pop e Thomaz Farkas em Pixinguinha, ambos cineastas falecidos este ano.

Destaque para uma sessão muito especial: Agnès de ci de là Varda, um filme de Agnés Varda que faz parte de uma série de cinco episódios, uma estreia mundial que será apresentada juntamente com o filme de Peter von Bagh (Presidente do Júri doclisboa 2011) Sodankylä Forever: the Yearning for the First Cinema Experience.

Nesta edição há também um lugar especial para as famílias e as crianças, nas sessões Docs 4 Kids e na sessão especial em 3D de Cane Toads: the Conquest, de Mark Lewis.

O doclisboa 2011 terá ainda muitas actividades paralelas: sessões para escolas, debates, Lisbon Docs, workshops, mostra de documentários CPLP e festas.

A videoteca do festival terá cerca de 1350 títulos disponíveis para visionamento.

Toda a informação está já disponível no site www.doclisboa.org



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