Vodafone Paredes de Coura 2025 | Antevisão
De 13 a 16 de Agosto, junto à Praia Fluvial do Taboão.
O Vodafone Paredes de Coura conta já com três décadas de existência, não fosse o mais ancestral dos festivais portugueses. Um festival sábio e sedutor, consistente e coerente. Quatro dias de muita e boa música, quatro dias com sabor a coisa favorita, quatro dias de paraíso.
De 13 a 16 de Agosto, junto à Praia Fluvial do Taboão, poderemos desfrutar de uma paleta de artistas bem colorida e distinta. Quase meia centena de artistas e bandas presentear-nos-ão com as mais belas obras – obras essas que nos cativarão, que nos chamarão a atenção, que nos segurarão no pulso, num impulso, e para que de rompante vivamos cada instante.
Na promessa de que, a cada ano, o Vodafone Paredes de Coura se supera e prospera, a edição de 2025 traz-nos um cartaz que não nos deixa indiferentes.
O dia 13 de Agosto deixa-nos com Vampire Weekend e o seu mais recente trabalho artístico “Only God Was Above Us”, lançado no ano passado. Presenteia-nos também com Zaho de Sagazan, numa intimidade que desvela o sonho; MJ Lenderman (& The Wind), e o seu passo cadenciado; a expansividade de Nilüfer Yanya e a potência dos Joey Valence & Brae; DON WEST, por outro lado, esvoaçante; Cass MacCombs, sinónimo de serenidade; irreverentes são os Being Dead e isso ninguém lhes tira; BADSISTA é inquebrável até ao fim. Teremos também, neste primeiro dia tão repleto, Samuel Úria, o senhor do adjectivo; Capicua, a rainha do verbo; e Unsafe Space Garden, um projecto musical que nasceu em 2019 em Guimarães e que nos tem fascinado desde então.
O segundo dia de couraíso contará com a presença de Lola Young, a jovem artista britânica que nos tem conquistado velozmente, como o bater apressado de um coração apaixonado. Também se apresentará, neste dia, a banda Portugal. The Man, cujos floreados determinantes nos colocarão em bicos de pé. Perfume Genius, na sua sensibilidade e SOFT PLAY, na sua grandiosidade. Os brasileiros Terno Rei mostrar-nos-ão como o dream pop, o pós punk e o rock alternativo podem convergir tão docemente. LA LOM vibrante, The Hellp luzente, Fat Dog estrada imensa, e Maruja colossal. Três bandas portuguesas também se farão escutar, ansiosamente, Linda Martini (“Passa-Montanhas”, Janeiro de 2025), Glockenwise e Bed Legs (“Decadance”, Maio de 2025) – não há quem as páre e ao rock que tão bem as distingue e soergue.
O dia 15 de Agosto, e terceiro dia de festival, brindar-nos-á com King Krule e a misteriosidade que o envolve. Mk.gee surge nesse mesmo embalo místico, tendo lançado um álbum e vários singles no ano transacto. Black Country, New Road aparecem no ecletismo, com o seu novíssimo “Forever Howlong”, lançado em Abril de 2025. Vai-se mais além com Geordie Greep e bar italia, de sons pouco sóbrios e cheios de reentrâncias. Jersey e Ela Minus farão da eletrónica uma casa comum. Cassandra Jenkins é o amanhecer num sussurro quase terapêutico. Sucede-se Lambrini Girls e La Jungle, hipnóticas. Ao dia três, também nos encantará Dino d’Santiago e Memória de Peixe (com disco lançado recentemente).
O último dia do Vodafone Paredes de Coura irrompe com Franz Ferdinand, cujo rock dançado os torna uma das bandas mais reconhecidas do Reino Unido. Air, cinematográficos e experimentalistas que, em 2025, reeditam o “Moon Safari” (agora “Blue Moon Safari”), passados cerca de 25 anos. Sharon Van Etten surge com o seu mais recente projecto artístico “Sharon Van Etten & The Attachment Theory”, lançado em Fevereiro deste ano, e cuja liberdade febril teremos oportunidade de observar. DIIV e o seu imaginário criativo; Ana Frango Elétrico e a sua densidade consciente. Warmduscher, Hinds e Gurriers que da aventura e da fantasia fazem o seu atino e desatino. Segue-se viagem com Chastity Belt, cheias de leveza; Lander & Adriaan e Xinobi, cheios de vigor. Por fim, Cassete Pirata apresenta o seu álbum “A Família” (2024) – não fosse este festival o dos afectos, o dos abraços, o dos verões que nunca acabam.
Quatro dias e uma vida toda; o Vodafone Paredes de Coura acontece a meados de Agosto, de um ano que se passa inteiro a pensar nisso.
Os passes e os bilhetes diários estão disponíveis nos pontos de venda oficiais e nos locais habituais e têm um custo de 130€ e 60€, respectivamente. As pessoas que detêm passe geral têm acesso ao campismo desde o dia 9 de Agosto, dia em que o mesmo abre oficialmente. O campismo é limitado ao espaço disponível, é gratuito, e reservado ao público do festival. Para quem tem bilhete diário, pode aceder ao campismo entre as 08h da manhã do dia a que está associado esse mesmo bilhete, e até às 12h do dia seguinte. Para mais informações, verificar o site oficial do Vodafone Paredes de Coura.
Nunca mais é dia 13! Até lá, boas escutas…
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