BENDER-MENTE

BENDER-MENTE

Neste palco ou és bom ou és rápido!

O –mente é um projecto multidisciplinar de programação de trabalhos criativos apresentados em espaços não convencionais.

Cada artista dispõe de oito minutos de apresentação para interpretar o conceito de cada edição num formato à sua escolha, sujeito apenas às condições do espaço, fazendo deste projecto um mostruário de pluralidade criativa, repleto de objectos artísticos multifacetados.

Depois do Final-mente, Ritz-mente, Criativa-mente e Queer-mente, chega o Bender-mente que resulta do convite do Teatro Maria Matos, associando o –mente e o LuxFrágil na festa de encerramento do ciclo Gender Trouble.

Gender Trouble comemora a efeméride dos 25 anos do lançamento do livro homónimo de Judith Butler e resulta num ciclo de programação sobre o tema “género”, integrado na rede internacional House of Fire. Judith Butler, escritora, investigadora e filósofa pós-estruturalista, revoluciona as questões teóricas filosóficas, políticas e éticas dos Estudos de Género, feminismo contemporâneo, teoria queer e Estudos Performativos, introduzindo o conceito gender performativity.

E se o género é uma performance, então somos construtores de personagens. A sua origem, construção, transformação, identidade e sobrevivência são postos à prova.

Gender bender e gender performativity abrem o leque para além das premissas do machismo, do feminismo, do “gayminismo” e do anti-dogmático e aludem à criação do objecto artístico, acreditando nas inúmeras possibilidades do acto criativo.

Se Butler defende um corpo sexual genérico capaz de assumir várias identidades então assume-se o século XXI com a pele de neo “butlerianos”. Deixando os formalismos, aceita-se a subversão e o foco é a construção.

É com esta linha de pensamento que o –mente desafia Deborah Krystall, Catarina Vieira, Filipe Canha, Filipe Viegas, Flávio Leihan, Flávio Rodrigues, Joana Barrios, Miguel Moreira, Simone de Oliveira & Nuno Feist. Com Guest Act Sexy MF de Ana Borralho & João Galante e Dj Set Yen Sung / The Black Madonna, a noite de 18 de Junho vai ser no espaço que constrói e subverte a identidade da noite de Lisboa – o LuxFrágil.

 

Design: Francisco Elias

Produção: Heurtebise Associação Cultural

 



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