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Festival Temps d’Images 2010

De 28 de Outubro a 21 de Novembro o Festival Temps d’Images, dedicado às artes performativas marca presença em espaços como CCB, Culturgest, Museu do Chiado, São Luís, Maria Matos e Cinemateca. A RDB irá acompanhar.

A edição deste ano do Festival foi apresentada em Lisboa, no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. Trata-se do primeiro festival transdisciplinar em Portugal, sendo apoiado pelo programa Cultura da Comunidade Europeia e foi criado em 2003,  pelo canal ARTE France e La Ferme du Buisson, Scène Nationale de Marne-la-vallée.

António Câmara Manuel, o director, deu inicio a uma apresentação à imprensa em formato inovador, através de um vídeo com a participação de programadores dos diferentes parceiros deste Festival, como o Centro Cultural de Belém, a Culturgest, o Museu Nacional de Arte Contemporânea, o Museu Colecção Berardo, o Teatro Municipal São Luís, o Teatro Maria Matos e a Cinemateca Portuguesa. Foi assim que pudemos ouvir, entre outros, os depoimentos de António Mega Ferreira, Mark Deputter, Thomas Walgrave, Madalena Wallenteisn, Teresa Garcia, Aida Tavares, Helena Barranha, Gil Mendo e Rajele Jain, e perceber que as artes performativas, e algumas das suas tendências mais experimentais entre nós, conseguem já congregar uma rede alargada de programadores e de equipamentos culturais.

O Festival, que decorre de 28 de Outubro a 21 de Novembro, tem algumas iniciativas que o antecedem. Assim de 8 de Outubro a 18 de Dez,  podemos ver as instalações “There Is No World When There Is No Mirror”, de Ana Rito no CARPE DIEM Arte e pesquisa, e, de 15 de Outubro a 21 de Novembro, “Wall Piece, 2000”, de Gary Hill, na sala polivalente do MNAC – M. do Chiado. Há também outras que ocorrem já depois do Festival ter terminado, como, entre 2 de Dez e 16 de Jan,  “Natureza Morta/ STILLEBEN”,  instalação vídeo de Susana e António de Sousa Dias, e, de 20 de Jan a 20 de Fev de 2011, “TONNETZ09B”, instalação de António Sousa Dias, ambas na Sala Polivalente do Museu do Chiado.

O primeiro espectáculo do Festival é “In a Rear Room – Tributo”, de Andresa Soares e Ricardo Jacinto, a 28 de Outubro, às 21h30, no Espaço Nimas e o último é, a 21 de Novembro, no Grande Auditório do CCB, às 21h30,  “Rio Cunene”, estreia europeia deste espectáculo do Kronos Quartet, um dos principais quartetos de cordas do mundo e que integra também o espectáculo multimédia “Sol(t)”o de Victor Gama.

Entre 28 de Outubro e 21 de Novembro o público poderá assistir às criações de Dinis Machado,  Cão Solteiro (com André Godinho), Solange Freitas com Catarina Vieira, Francisco Camacho (com Bruno Almeida), Ana Borralho e João Galante (com Rui Catalão), Patrícia Portela e Cláudia Jardim, Cláudia Clemente e João Louro, Abraham Hurtado, Arkadi Zaides, João Samões, Alain Richardson, Daniel Pinto e Miguel Clara de Vasconcelos, Olga Roriz, Cláudia Varejão e Irene Lima, Cécile Proust e Jacques Hoepffner, La Ribot, Mala Voadora e Third Angel, João Paulo Santos, Miguel Bonneville e João Canijo com o Teatro Turim .

Nesta confluência de várias expressões e géneros artísticos (artes plásticas, música, teatro, performance, instalações vídeo) o cinema tem um lugar especial. Na Cinemateca Portuguesa, um ciclo de cinema, organizado por Pierre-Marie Goulet, Teresa Garcia e Ricado Matos Cabo,  propõe-se abordar as questões relacionadas com a teatralidade. De salientar que durante o ciclo passarão pela Cinemateca diferentes realizadores e actores ligados aos filmes apresentados. Poderemos ver, entre outros, e em ante estreias portuguesas, obras de Pierre Léon, Jean Marie Straub, Philippe Lafosse, numa programação que, a par de obras mais experimentais, inclui ainda nomes facilmente reconhecidos pelo grande público como João César Monteiro, Orson Welles, Eric Rohmer, Jacques Rivette e John Ford.

Por último, um dos pontos altos do Festival são os Prémios de Cinema para Filmes de Arte 2010. Os filmes em competição são exibidos no Espaço Nimas entre 11 e 14 de Novembro (no último dia serão também entregues os prémios). Entre os filmes concorrentes estão “Ângelo de Sousa : Tudo o que sou capaz” de Jorge Silva Melo, “Jotta: A minha maladresse é uma forma de delicatesse”, de Salomé Lamas e Francisco Moreira sobre o universo plástico de Ana Jotta, Mies-en-scène, de João Ó, “Good Morning” de Krystof Olszowiec, “Sullivan”, de Françoise Dugré (sobre a artista plástica e coreógrafa e intérprete Françoise Sullivan).



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