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Convites duplos – “Mediatron” de Carlos J. Pessoa – Teatro Taborda

Desde que ano o Teatro da Garagem reside no Teatro Taborda?

5 CONVITES DUPLOS PARA A PEÇA “MEDIATRON”, DE CARLOS J. PESSOA NO TEATRO TABORDA, DIAS 21, 22 E 23 DE NOVEMBRO, 21:30

Sobre:

“A partir da palavra media (ou media) e da palavra theatron (ou teatro), surgiu Mediatron.

O híbrido pode resultar numa monstruosidade como o Minotauro. Os minóicos arranjaram uma solução criando o Labirinto onde o Monstro se poderia albergar e os homens perderem-se, ou como Teseu, o herói, matar a criatura.

Ao libertarmos seres, e não seres, bizarros, ao entregarmo-nos ao exótico, ao burlesco, à febril novidade talvez caíamos num abismo. É capaz de ser uma perda de tempo, um fiasco, que, por indulgência, consideremos “necessário”. Contudo, vivemos o tempo que nos coube.

Nada mais? Sermos “senhores do nosso destino” é uma ideia a que, julgo, nos devemos agarrar. Como quem joga póquer, dados, teatro, com fúria e “bluff”.

Individualismo, sobrevivência a qualquer preço, maldade? Corremos riscos, a balança pode pender para qualquer dos lados!

Sobreviver nos tempos que correm implica, creio, um suplemento de convivialidade; uma entrega aos outros, e à incerteza. Sem ver na incerteza uma fatalidade, mas uma oportunidade para reconhecer aquele que se dirige a mim ou, a quem me dirijo.

Este é um espetáculo de encontros, de desencontros também, mas, sobretudo, almeja-se a convivialidade entre atores, não atores, personagens, pessoas, lugares, imagens de lugares, numa hibridização, que se propõe lúcida, isto é, crítica, sem deixar de ser Arte, ou, dito de outra forma, medicina derradeira, quando já nada mais parece dar resultado.

Talvez o Teatro de Arte seja paliativo, talvez tenha a ver com uma religião, filha de deuses menores, que resiste por capricho, ou convicções desmesuradas. Essa evocação da inutilidade tem o seu culminar numa terra prometida, se cada espetáculo for isso, a que chamamos Praia da Noruega.

Todos, ao que pressinto, mergulham no mar tranquilo, num regresso, fuga, ou numa regeneração, transformando-se em bichos aquáticos, de uma maravilhosa dignidade e destreza. Como o vento que sopra bandeiras com símbolos desmaiados.

Não há sublime, não há beleza, talvez só exista existirmos, confiadamente, uns nos outros, sorrindo de nós, sorrindo dos outros, sem escamotear a inteligência que nos assiste e a cidadania que nos informa”, Carlos J. Pessoa.

Texto e encenação de Carlos J. Pessoa com Alessandra Armenise, Emanuel Arada, Maria João Vicente, Mariana Guarda, Miguel Mendes, Nuno Nolasco e Nuno Pinheiro.

Co-Produção Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura e Teatro da Garagem

O Teatro da Garagem é uma estrutura financiada pela Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria de Estado da Cultura e DGArtes e apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC e Fundação Calouste Gulbenkian

BILHETES €10 a €5
Reservas e informações 21 885 41 90 | 96 801 52 51
Catarina Mendes | cmendes@teatrodagaragem.com
João Belo | jbelo@teatrodagaragem.com

Regras:

– Os vencedores devem levantar os bilhetes no dia do espectáculo, até às 21:00 na bilheteira do Teatro Taborda.
– O levantamento deve ser efectuado pelo próprio vencedor, o prémio é pessoal e intransmissível
– Devem enviar-nos os seguintes dados do vencedor: Nome, BI e Contacto Telefónico

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