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Convites duplos para Glenn Jones e Filho da Mãe, dia 3 de Março, na ZDB

Em que evento da RDB participou Filho da Mãe?

2 CONVITES DUPLOS PARA O CONCERTO DE GLENN JONES E FILHO DA MÃE, DIA 3 DE MARÇO ÀS 23H, NA ZDB.

Glenn Jones

Depois dos Cul de Sac, talvez a melhor banda dos anos 90 que quase ninguém teve o bom senso de ouvir, Glenn Jones tem vindo nos últimos anos a ensaiar uma dança primitiva na guitarra acústica, com a memória das seis cordas de John Fahey (com quem gravou o sublime “The Epiphany of Glenn Jones”) nas pontas dos dedos. As texturas melódicas de Jones, afundadas no mago da memória americana, emergem em palco puras e radiantes, ampliadas por um virtuosismo transversal ancorado nos blues (do Mississipi) e na folk (da Takoma Records, mais-que-influente editora criada por Fahey nos anos 50) , a par de outros exploradores acústicos como Steffen Basho-Junghans ou Sir Richard Bishop, um recuperador de tradições excepcional, com os olhos postos no que há-de vir.

Filho da Mãe

Em poucos anos, Carlos Paredes tornou-se uma referência da música popular urbana. E as guitarras eléctricas não resistiram ao lirismo da pele sobre as cordas de aço. Como explicar este regresso, ainda para mais nas mãos de novos músicos, gente desempoeirada e curiosa? Lembramo-nos dos Dead Combo, de Norberto Lobo, Ricardo Rocha ou B Fachada. E a analogia com o que se passa lá fora (um silenciar da distorção, como assinala novo disco dos Earth) faz sentido, ainda que sem exageros.

Músico dos If Lucy Fell, I Had Plans e Asneira, Rui Carvalho conhece bem o universo do rock. Já, Filho da Mãe, o seu alter-ego, voga em ambientes mais acústicos, como o do seu disco de estreia, “Palácio”, exploração da guitarra portuguesa entre o abandono e a delicadeza, a repetição e a variação. É nestes equilíbrios que se constroem os seus acordes, o “fingerpicking” hipnótico e lírico que nada fica a dever aos mestres “antigos”.

Podemos então falar de um novo universo autoral, de um estilo singular na forma de abordar a guitarra acústica? Sim. Há mais abstracção, mais austeridade em Filho da Mãe do que nas obras dos seus pares. Porque a sua música é feita de arestas afiadas, duras, ecos soprados pela energia do rock. Música acústica. Metálica. Filha da mãe.

Regras:

– Devem enviar-nos juntamente com a resposta os seguintes dados do vencedor: Nome, Email e BI.



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