Eternal Tapestry @ ZDB

Os Eternal Tapestry vivem apaixonados pelas grandes superfícies cósmicas do krautrock e do psicadelismo. Nasceram na cidade de Portland em 2005, dois anos depois da explosão do free-folk, e têm afinidades estéticas com gente tão diversa como os Bardo Pond, The Grateful Dead, Popol Vuhl, Spacemen 3 ou Les Rallizes Dénudés.

É tudo gente distinta e os Eternal Tapestry ficam muito na fotografia. A mesma respiração lenta das guitarras, o mesmo passo sustido da bateria, os acordes revelando-se som a som, solenes. Parece rock em slowmotion, quase fúnebre. Mas num ápice, há qualquer coisa de épico que se eleva, sobre crescendos que agitam a imaginação e aparições luminosas de um saxofone ou da frase de um teclado.

Nem sempre foi assim. Nos primeiros discos – “The Invisible Landscape” (Not Not Fun, 2008) e “Palace Of The Night Skies” (Three Lobed Recordings, 2009) – os pedais de distorção andam à solta e perseguem a bateria, numa celebração do stoner-rock e da velocidade orgiástica dos Hawkwind. Chama-se a isto música para ouvir no espaço mental, sideral e real.

Os Eternal Tapestry não abandonaram completamente este lado festivo, a sua noite das bruxas. Basta escutar o groove do novo “Beyond the 4th Door” ou o EP resultante da colaboração com Sun Araw, ambos editados pela Thrill Jockey. Sob as paisagens construídas por Nick (guitarra e voz) e Jed Bindeman (bateria), Dewey Mahood (guitarra), Ryan Carlile (saxofone e teclados) e Krag Likins (baixo), permanece viva, insidiosa, a luxúria da electricidade. Bastar sintonizar o corpo (todo) com a música no palco.

Sexta, 4 de Novembro às 23h



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