MOTELX 2026 revela vencedores da 20.ª edição do festival de terror
«A Hora do Chico!» venceu a Melhor Curta de Terror Portuguesa numa edição que já confirma o regresso em setembro de 2027.
O MOTELX 2026 anunciou os vencedores da sua 20.ª edição, a mais longa de sempre, que decorreu durante 11 dias no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa. “A Hora do Chico!”, de João Severo e Rafael Sá Carneiro, venceu o Prémio MOTELX – Melhor Curta de Terror Portuguesa, a maior distinção monetária para curtas nacionais, com 5000€ em prémio. O festival, organizado pelo CTLX, já confirmou as datas da próxima edição: de 7 a 13 de setembro de 2027.
“A Hora do Chico!” domina a curta-metragem portuguesa
Entre os 10 filmes em competição na secção mais relevante do festival, “A Hora do Chico!” destacou-se junto do júri composto por Fernando Vasquez, José Santiago e Sandra Henriques, que sublinhou a “ambição e maturidade” da obra, descrita como “uma viagem inquietante através de um passado pouco saudoso que se confunde, da melhor maneira, com uma realidade alternativa”. O mesmo prémio atribuiu uma Menção Honrosa a “Consumido”, de [carrozo], elogiada pelo “humor e cuidado estético, associado a uma economia narrativa que subverte a figura do predador e da presa”.
Prémios europeus para a Noruega e a Dinamarca
O Prémio Méliès d’argent – Melhor Curta Europeia, disputado entre 19 filmes, foi para “Mancave”, do norueguês Fredrik S. Hana, um filme que o júri descreveu como retratando “uma ficção desconfortavelmente próxima da realidade”, acompanhando a viagem claustrofóbica de uma personagem em busca de respostas à ausência da sua cara-metade.
Já o Prémio Méliès d’argent – Melhor Longa-Metragem Europeia distinguiu “No Rest for the Wicked”, do dinamarquês Kasper Kalle, elogiado pelo júri — composto por Isilda Sanches, Leone Niel e Teresa Nicolau — por “cruzar desejo, religião, repressão, beleza, amor e morte com uma elegância rara”.
Guião português, público jovem e prémio do público
No Prémio MOTELX – Melhor Guião de Terror Português, o júri formado por Catarina Araújo, Gonçalo Teles e Rita Benis escolheu “Hóspede”, de Miguel Monteiro Rico, destacando “a forma segura como desenvolve o ritmo e a progressão narrativa” e a “abordagem singular e perturbadora do body horror”. “A Ostra”, de Pedro Garrido, recebeu uma Menção Honrosa pela “riqueza dos diálogos” e “força das descrições”.
O Prémio Lobo Mau, atribuído por um júri jovem da Associação Passa Sabi — associação de raiz comunitária do Bairro do Rego, em Lisboa —, foi para “Lexi”, produção espanhola realizada pelo português Bruno Simões. Já o Prémio do Público coube a “Gunman”, do argentino Cris Tapia Marchiori.
Um festival que já pensa em 2027
Antes de baixar o pano sobre os seus 20 anos, o MOTELX reservou ainda para o último dia de programação, domingo, a Sessão Surpresa MOTELX – FilmTwist, além das exibições de “Colony”, de Yeon Sang-ho, e “Pinocchio: Unstrung”, de Rhys Frake-Waterfield.
Com a 20.ª edição a fechar-se sobre um palmarés que atravessa terror português, fantasia europeia e cinema de autor, o MOTELX já confirmou o regresso para 2027, entre 7 e 13 de setembro, reforçando o lugar do festival lisboeta no calendário internacional do género, como membro da Méliès International Festivals Federation e da Europe for Festivals, Festivals for Europe.
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