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“Fragile Sanctuary – Um Abrigo Frágil”, de Catherine Cowles

Quando o fogo destrói, mas o amor cura

Este livro começa logo por ser um colírio para os olhos, com as suas variadas cores, em tons gentis e dóceis, numa paleta de azuis, verdes, roxo e rosas, que nos transmitem uma sensação de calma, tranquilidade, e segurança, o extremo oposto das primeiras páginas, onde nos deparamos com um verdadeiro, e inesperado, ‘murro no estômago’.

É nestas páginas iniciais que somos imediatamente catapultados para espiarmos breves laivos de inocência, esperança, e genuína felicidade, para depois sermos arrastados para um fogo diabólico que irá destruir a tranquilidade e ingenuidade da jovem protagonista, derrubando os seus pilares de segurança.

O que se segue é um enredo imerso em suspense e mistério, onde o amor, seja este fraternal, familiar, social, entre amigos ou romântico, é o exemplo perfeito de ‘tábua de salvação’ em tempos de desespero.

Rhodes, comummente conhecida por todos como Rho, é uma mulher profundamente afetada pelo seu passado doloroso, e apesar de ser extremamente grata pelas bênçãos que lhe surgiram na vida, bênçãos essas que a ajudaram a sarar parte das suas feridas, não se permite entregar, por completo, a nada, nem a ninguém.

Forte, mas protegida por uma carapaça impenetrável, e com irmãos dispostos a tudo por ela, Rho é, apesar dos seus traumas, um exemplo de uma pessoa solar, que transmite boas vibrações a quem a rodeia, em oposição a Anson, o rezingão solitário, melhor amigo de Sheppard Colton, um dos vários irmãos de Rho.

Anson é um homem atormentado, que guarda um grande segredo, e não se aproxima de ninguém, nem permite que se aproximem dele. Está a trabalhar na renovação de uma casa, sendo parte da equipa de construção civil da empresa Colton Empreiteiros.

Responsável, temeroso das consequências de atos impensados, entra num conflito imediato com Rho, quando esta entra à socapa na casa que este está a renovar.

Os seus encontros provocam faíscas entre ambos, e um fogo metafórico que ameaça consumi-los totalmente.

Mas à medida que a situação entre ambos estabiliza, e a relação evolui, segredos do passado voltam para persegui-los.

Conseguirão eles sobreviver ao peso das sombras do passado, ou irão perecer ante as trevas? Irá a relação deles consumi-los por completo, ou ser a luz que os vai salvar?

Era por isso que eu não falava do passado. Porque, quando ele ganhava espaço, podia arrastar-me para baixo e engolir-me por completo.

Catherine Cowles (Whispers of You – A Vida que Perdi Contigo, Bertrand), é perita nestes enredos românticos, complexos e misteriosos, com alguns toques picantes.

As ligações familiares são o fio primordial deste belo, e intrincado, novelo. O desenvolvimento da história segue a um passo lento, pensado, o que torna o enredo mais credível, e permite um desenvolvimento gradual dos personagens.

As características dos personagens são bem demarcadas, e justificadas ao longo do enredo. O elo entre o passado e o presente, as profundas ligações familiares, os traumas, tudo aliado ao suspense, tornam este livro intenso, interessante, dramático e empolgante.

Fragile Sanctuary – Um Abrigo Frágil (Bertrand, 2025), é o primeiro livro da série Sparrow Falls, composta por seis livros, cada um focado na história de um dos irmãos.

Os restantes da série, ainda só se encontram no original: Delicate Escape, Broken Harbor, Beautiful Exile, Chasing Shelter e Secret Haven.



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