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CINEMA LATINO-AMERICANO

Uma Mistura de Culturas, Cores e Gentes

A 4ª edição da Mostra de Cinema da América-Latina enriqueceu mais uma vez o panorama cultural da cidade com a divulgação de obras, que deixam transparecer uma dramaturgia densa, variada e peculiar.

Do Brasil ao Paraguai viajamos pela vida de personagens em busca delas mesmas, até tragédias humanas que merecem ser contadas.

“El fantástico Mundo de Juan Orol” de Sebastián Del Amo abriu honrosamente o festival. O filme explora em formato de narrativa ficcional a vida e carreira do realizador mexicano, Juan Orol. É utilizado o mesmo estilo cinematográfico que o imortalizou. Narrativas simples, literais, teatralizadas, com personagens tipo no cenário glamoroso e rico em acontecimentos históricos e culturais da sociedade américa-latina das décadas de 40, 50 e 60. Observamos uma vasta riqueza em pormenores na cenografia e caracterização que possibilitam uma representação concisa e fidedigna da história.

“Era Uma Vez Eu Verónica” do realizador brasileiro, Marcelo Gomes leva-nos ao interior de Verónica, uma recém-licenciada em medicina que se auto analisa ao longo de todo o filme como se a paciente fosse ela e os seus sintomas fossem a forma como enfrenta a vida a nível pessoal e profissional. Ambos colidem pois os seus receios e emoções são similares.

O autor mostrou-nos uma abordagem interessante e intimista de alguém que busca o seu lugar no mundo.

Em “7 Cajas” da dupla, Juan Carlos Magnelia e Tana Schémbori observamos o percurso de um jovem adolescente que sonha com a fama de uma forma quase infantil, e sem querer irá envolver-se num acontecimento que lhe dará a visibilidade mediática que procura.

O ritmo particular da sequência de planos aproxima o público da acção, caracterizada por cenas de constante movimento.

A comédia, presente ao longo de toda a história funciona como um antídoto ao acompanhar uma situação macabra que irá influenciar todas as personagens.

“La Lucha de Ana” do realizador dominicano, Bladimir Abud, narra uma tragédia humana com um olhar cru e realista, transmitido através de Ana (Cheddy Garcia) que interpreta de forma brilhante uma mãe que luta e sofre desesperadamente pelo seu filho.

Neste filme, observamos uma crítica há diferença entre classes, a rica que se julga omnipotente e que tudo corrompe com o seu poderio económico e a pobre que se vê subjugada e sem alternativas. Mas há um “mas”, o infortúnio pode bater à porta de toda a gente.



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