IndieLisboa (2)

O cinema Português no IndieLisboa 2016

Um foco contínuo do IndieLisboa

O IndieLisboa reserva todos os anos um destaque ao cinema nacional e, esta 13ª edição do IndieLisboa, não é excepção. Este ano estarão presentes 40 filmes Portugueses, 21 dos quais integram a Competição Nacional.

De José Barahona, Estive em Lisboa e Lembrei de Você recria a história de um emigrante que troca Minas Gerais por Lisboa. Pedro Filipe Marques assina a sua segunda longa metragem com O Lugar que Ocupas, uma reflexão sobre o trabalho de actor. Paul, de Marcelo Felix, explora as fronteiras entre criação e objecto através de uma legendadora de filmes que mergulha na obra que tem em mãos. De regresso ao festival está Sérgio Tréfaut com Treblinka, uma viagem guiada por Isabel Ruth à memória do holocausto, pelos caminhos férreos que ligam hoje Polónia, Rússia e Ucrânia.

Nas curtas metragens regressam alguns realizadores. É o caso de Leonor Teles que regressa com Balada de um Batráquio, vencedor do Urso de Ouro no festival de Berlim. Outros pequenos gestos, quase invisíveis, mas determinantes são o mote para Live Tropical Fish de Takashi Sugimoto. Algumas temáticas de dimensão espiritual e existencialista são abordadas por Jorge Jácome (A Guest + A Host = A Ghost), Pedro Peralta (Ascensão) e Tiago Melo Bento (O Desvio de Metternich).

Miguel Tavares (Rochas e Minerais) e Tomás Paula Marques (Sem Armas) traçam um olhar sobre a juventude e a amizade,  com espaço para a memória em O Sul, de Afonso Mota e o vazio em Heroísmo, de Helena Estrela Vasconcelos. O cruzamento de géneros e épocas aparece por Gabriel Abrantes e Ben Rivers (The Hunchback), Filipa César (Transmission from the Liberated Zones) e Pedro Bastos (Cabeça de Asno). A verdade e a mentira são colocadas em causa nos filmes de Simão Cayatte (Menina) e Mónica Lima (Viktoria) e o mistério de uma morte adensa as más-línguas em Campo de Víboras de Cristèle Alves Meira. A programação da competição nacional desta edição completa-se com duas animações em tons sombrios, de Filipe Abranches Chatear-me-ia Morrer Tão Joveeeeem... e Macabre, de Jerónimo Rocha e João Miguel Real.

Na secção competitiva Novíssimos podemos conhecer os mais novos cineastas portugueses – João Viegas e Miguel Canaverde (Borda d’Água), Bruno Leal (Hora di Bai), Jorge Vaz Gomes, (Jean-Claude), Suzanne Barnard e Sofia Borges (Maxamba), Rita Quelhas (A Minha Juventude), Francisco Duarte (Não-Tempo), Pedro Augusto Almeida (Prefiro Não Dizer) e Ana Mariz (Vigília).

Na secção Director’s Cut, o cinema “como extensão do olho humano” em O Cinema que vê, de Beatriz Saraiva.

No IndieJunior os mais novos são presentados com três estreias nacionais – Dona Fúnfia – Volta a Portugal em Bicicleta, de Margarida Madeira, Putos da Estrela, de Carolina Caramujo Machado e Tempo para Pensar, realizado pelos alunos do 6.º ano Colégio Pedro Arrupe.

Tecla Tónica, de Eduardo Morais, integra a secção IndieMusic, um olhar sobre a história da música electrónica portuguesa, desde os seus primórdios na década de 1960 até ao panorama actual, integra a secção IndieMusic,

As Sessões Especiais incluem a estreia dos filmes Cartas da Guerra, de Ivo Ferreira, O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu, de João Botelho, A Vossa Terra, de João Mário Grilo, A Ilha dos Ausentes, de José Vieira e Os Cravos e a Rocha, de Luísa Sequeira.



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