«Onde Cresce o Perigo Surge Também a Salvação» | Hubert Reeves

«Onde Cresce o Perigo Surge Também a Salvação» | Hubert Reeves

Uma história simples

Hubert Reeves, também conhecido como “poeta dos astros”, podia ser o velhinho que, qual personagem de “Uma História Simples” – realizado por David Lynch -, vai viajando pelo mundo no seu “tractor”, enquanto emana lucidez, paixão e sabedoria, próprias da idade e de muitos anos passados no estudo da astrofísica ou cosmologia. A inquietação dos temas ecológicos é também apanágio das suas obras, não sendo «Onde cresce o perigo surge também a salvação» (Gradiva, 2014)  excepção.

Em «Onde cresce o perigo…» iniciamos a viagem pelos primórdios do mundo, tal como o conhecemos enquanto Terra, na sua vertente científica. A passagem pelo cosmos e a simbiose destas fases distintas é feita com mestria, assim como nas etapas (capítulos) seguintes.

De uma forma clara e em linguagem simples, a comunicação é feita de forma cativante, progressiva. A “viagem” será por isso tranquila, mas também inquietante, virtuosa e plena. «É em vão que se bate nas pétalas de um botão de flor para o fazer florir mais depressa», lê-se a certa altura.

Como qualquer bom viajante, Reeves desmonta e monta “acampamento” com destreza, saltitando entre a filosofia e os campos dominadores do seu conhecimento mais profundo ou das questões que lhe são mais caras.

A componente ecológica é vincada, sendo particularmente interessante o capítulo em que aborda a relação entre os ecossistemas e os seres componentes dos mesmos. Os exemplos que aqui nos transmite são diversos e ricos, plenos de experiências reais.

Essa dimensão humana, revelando uma preocupação natural de quem dedica tempo a causas altruístas e do bem comum, está patente em todo o livro e não é mais que o reflexo de “uma história simples”: a vida do próprio Hubert Reeves.



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