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Optimus Alive 2011 – Dia 3

O dia em que a barraca abanou.

Friendly Fires. A chegada ao recinto acontece mesmo a tempo de ver os ingleses Friendly Fires. Até os ver em palco não ia muito à baila com estes rapazes mas depois do que se passou, a minha opinião deu uma volta de 180 graus. Excelente actuação. O concerto perfeito para começar o dia (ou não!). Ao fundo do palco iam passando imagens do papagaio que é a capa do mais recente álbum da banda, Pala, e sobre palco os Friendly Fires tratavam de pôr o pessoal a dançar. O principal culpado era Ed Macfarlane, mestre de cerimónias e com um talento desconcertante para a dança com laivos de contorcionismo. Decerto repararam no “ou não” numa das linhas anteriores. É que se calhar os Friendly Fires tinham merecido uma hora mais tardia…

Por esta altura torna-se evidente que se passa alguma coisa no palco principal. Ou melhor… não se passa nada. E esse é mesmo o problema. Uma rápida investigação revela o que agora já todos sabem. Problemas na estrutura do palco levam ao cancelamento dos três primeiros concertos. De louvar a decisão tomada mas também fica no ar a questão de como é que esta situação pode acontecer em primeiro lugar, mesmo depois de todas as explicações oficiais. A parte boa foi mesmo não ter acontecido nada de mal.

Angus & Julia Stone. Dois problemas nesta actuação. Em primeiro lugar, o som que vinha do Clubbing e que teimava em se intrometer ainda mais do que era habitual, ou não fosse o registo destes Stones mais reservado e melódico. Em segundo lugar, os Friendly Fires tinham tocado antes e o corpo ainda estava meio electrizado. Foi como chocar contra uma parede a alta velocidade. Ao contrário teria funcionado melhor, na minha opinião (sim, mesmo vindo os Fleet Foxes de seguida!).

Fleet Foxes. Eram, porventura, a estreia mais aguardada do Optimus Alive 2011 e fizeram por não desiludir, mesmo enfrentando alguns problemas técnicos no início – ao som da «Grown Ocean» – e que persistiram durante os primeiros temas. O Clubbing voltou a fazer das suas, de tal forma que o próprio Robin Pecknold se queixou. Daí para a frente foi sempre a melhorar e os Fleet Foxes partiram para uma óptima estreia com o alinhamento bem distribuído entre a estreia homónima e o também excelente “Helplessness Blues” de 2011. Em palco a música dos Fleet Foxes ganha músculo, sem no entanto perder aquela delicadeza e subtilezas deliciosas que nos oferecerem nas suas canções. São uma grande banda. Não há que enganar. A consagração definitiva deverá ocorrer mal toquem por cá em nome próprio. Esperemos que esteja para breve!

Grinderman. Foram geniais. Foi o concerto de rock que todos os que estavam no palco Super Bock precisavam naquele momento. Pergunto se alguém se lembrou dos Bad Seeds enquanto os Grinderman estiveram em palco… Eu de certeza absoluta que não me lembrei. E se Nick Cave tem uma presença em palco ao alcance de poucos, o que dizer de Warren Ellis? Não consigo lembrar-me de mais ninguém que tocasse temas numa posição horizontal como ele. E o domínio das maracas? Não está ao alcance de todos! O final, com «Love Bomb» seguido de um «You’ve been fucking amazing!» resumiu na perfeição o concerto. Foi impressionante ver a forma como personalidades tão fortes e singulares criam algo ainda mais forte em palco. O nome? Grinderman!

30 Seconds to Mars. Tentei arranjar outra forma de o escrever mas não consegui. Mau demais. Música medíocre. Jared Leto deveria ficar-se pela representação quanto muito. Decerto muitos discordarão destas palavras mas custa-me imenso respeitar (musicalmente falando) alguém que tem menos tempo do que o previsto em palco (face a tudo o que aconteceu) e que mesmo assim insiste em diálogos batidos e repetitivos com o público…

Chemical Brothers. Foram iguais a si próprios. E colocaram corpos a dançar um pouco por todo o lado sob uma intensa descarga sonora e visual. A área do palco Optimus tornou-se numa pista de dança gigante. Senhoras e senhores: os Chemical Brothers. São sempre uma aposta ganha.

One day to go!



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