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The Album Leaf @ Santiago Alquimista

Sonho Audiovisual. 25 de Fevereiro de 2010.

A primeira parte dos Album Leaf foi assegurada por um elemento da própria banda, Matthew Resovich, o violinista, que pelos vistos, aproveitou a oportunidade para apresentar ao vivo três canções (?).

A abordagem ao instrumento é convencional e pouco surpreendente, mas nem por isso deixou de ser agradável. Gerou-se um ambiente de reverência ou – quem sabe? – desconfiança. Foi uma espécie de prólogo para o que se seguiria. “Volto dentro de alguns minutos” concluiu.

Os The Album Leaf são de San Diego, Califórnia, e já por cá andam há tempo suficiente para, a determinada altura, atirarem: “esta canção é mesmo muito antiga”. O concerto no Santiago Alquimista inaugurou a digressão europeia. Quando os cinco músicos sobem ao palco, surgem imagens projectadas num pano branco. As projecções conferem um ambiente especial ao espectáculo. São paisagens que nos permitem viajar ao som de uma música que consegue atingir o épico, o onirico e o celestial. Há também ambientes mais nublados que nos levam para lugares mais misteriosos e obscuros.

Tal como na primeira parte, a tal espécie de prólogo, a banda recorre a um sampler. A coisa compõe-se com o tal violino, teclados e sintetizadores, secção rítmica e guitarra. Logo a abrir, os Album Leaf mostram ao que vêm – batida meio trip-hop, pratos de bateria a fazer sonhar e coros épicos. As canções são melancólicas – os Arcade Fire são apenas uma miragem que se desfaz em segundos –, por vezes parecem roçar o aborrecido, mas a banda sabe lançar ganchos na altura certa. Isto impede que o concerto provoque um enorme bocejo. Esta ideia é válida, pelo menos, para a primeira hora de concerto – no tempo restante notou-se um público um pouco menos paciente. À equação, o grupo junta ainda metais e uma enorme preponderância na bateria.

A certa altura ouve-se do primeiro andar um “Twenty Two Fourteen!”. Ao que o teclista/vocalista responde: “de facto é essa que queremos tocar, mas estamos com alguns problemas técnicos… como raio fizeste isso? Como é que acertaste na canção que vamos tocar a seguir?”. Este tipo de “saídas” bem dispostas permitiu distrair alguma linearidade que poderia assombrar o concerto. A alternância entre instrumentais e temas com voz também ajudou. De facto, estes norte-americanos sabem dar a volta por cima.



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