“Torre de Alvorada – Trono de Vidro Vol. 6” de Sarah J. Maas
Segredos e redenção.
Gigantescos sucessos em todo o mundo, os livros da norte-americana Sarah J. Maas fazem as delícias dos amantes do universo da fantasia e estão traduzidos em 38 línguas, com as vendas a ascender a vários milhões de exemplares um pouco por todo o planeta.
Não se estranha por isso que a cada novo livro da autora nova-iorquina, os fãs sintam uma enorme expectativa sobre o que se seguirá, fenómeno que está bem presente com Torre de Alvorada – Trono de Vidro Vol. 6 (Marcador, 2024), cuja narrativa é sinónimo de aventura, segredos, e claro, muita ação.
No centro da trama está Chaol Westfall, personagem que sempre se definiu pela sua lealdade inabalável e pelo estatuto enquanto capitão da Guarda. Mas, num ápice, tudo pode mudar, especialmente após a destruição do castelo de vidro, tendo os seus homens sido massacrados, e o rei de Adarlan quase lhe tirou a vida.
A sua única hipótese de recuperar das feridas que lhe foram infligidas é ir ter com os lendários curandeiros da Torre Cesme, em Antica, a fortaleza do poderoso império do continente sul. E com a guerra a ameaçar o seu lar, a sobrevivência de Dorian e Aelin depende de Chaol e Nesryn convencerem os governantes destas terras a serem seus aliados
A dúvida cresce sobre o que descobrirão em Antica, e se esses eventos mudarão os dois, e se tal poderá ser mais vital para salvar Erilea do que eles jamais poderiam imaginar.

Tal como em toda a obra de Maas, estamos perante uma narrativa repleta de momentos épicos, e, ao longo de quase 600 páginas, somos levados para o cerne de uma muito bem contada história sobre redenção, servindo-se, e bem, de fragmentos e memórias de outras histórias da série para construir uma excelente trama em que os personagens procuram e encontram o seu próprio lugar.
Mais uma vez, temos de assinalar a habilidade e competência de Saraj J. Maas enquanto contadora de estórias, o que torna este num dos melhores livros da série e talvez o que mais palco dá a personagens secundários, fazendo-os brilhar. Nesryn é um desses exemplos e Maas consegue neste livro dar-lhe um protagonismo que muitos fãs já reclamavam, pois merecia mais do que ser a sombra de Chaol.
Outro dos méritos de Torre de Alvorada – Trono de Vidro Vol. 6 é elevar o apetite dos fãs para o que se seguirá, sendo que o cenário de guerra total parece o mais óbvio. Que os Vargs se protejam…
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