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Who Made Who + Chicks On Speed

Lux, 20 Fevereiro.

Na passada sexta-feira, dia 20 de Fevereiro, a discoteca Lux recebeu a visita de duas carismáticas bandas da primeira década do século XXI. Numa iniciativa da promotora Match Your Sound, a tripla dinamarquesa e a dupla anglo-saxónica prometiam uma noite inflamável e foi precisamente isso que aconteceu.

Com o álbum “The Plot” prestes a ser lançado, Jeppe Kjellberg, Tomas Barfod, Tomas Hoffding iniciaram a sua actuação com uma versão prolongada do mais recente single «TV Friend», colada com instrumentalizações de prováveis novos temas. Mas o público que progressivamente enchia o piso inferior da discoteca permaneceu bastante estático até aos primeiros acordes de «Space for rent» – um hit do primeiro álbum e que, talvez pela letra, (“tens quase 30 anos e não sabes o que fazer”) encaixe na perfeição com um sentimento da faixa etária que maioritariamente marcava presença.

Os Who Made Who são uma banda que toca como se de um DJ set se tratasse; a excelente acústica do sistema Funktion One potencia o baixo e a bateria e os temas encaixam entre si na perfeição de um beatmatch, mas Tomas Barfod sofre um pouco do excesso de definição. Por vezes ressaltou algum desacerto na batida, pormenores dentro do caos desencadeado pelas «Two Covers For Your Party». Na versão de «Satisfaction» de Benny Benassi a reacção do público foi imediata – e óbvia; aí subiram ao palco as Chicks on Speed, que acompanharam o refrão enquanto Jeppe fazia mais uma das suas reconhecidas proezas, subindo para cima das colunas e tocando guitarra como um trovador medieval no topo de uma varanda.

A dupla feminina ficou em palco acompanhada apenas por leitores de CD e a ocasional investida de Melissa Logan no saxofone enquanto Alex Murray-Leslie se limitou a cantar e tocar alguns elementos percussão que não pareceram ter grande influência no som geral. Tendo em conta o seu background artístico e musical, a actuação das Chicks on Speed não desiludiu em termos de dinâmica. No entanto, alguma indecisão no método provocou vazios estranhos entre temas e alguma distorção em termos sonoros.

Pelo meio perguntaram: “Conhecem os We Are The World?… são uma banda que assinamos na nossa editora… vamos ver o videoclip”. E assim foi; através de um pequeno ecrã foi possível visualizar o teledisco que foi seguido depois por um conjunto de temas à volta do fidget house com batidas gordas. Irrequietas, foram trocando de roupa coloridas e fazendo coreografias à medida que cantavam, repetindo o modelo de utilização do vídeo quando tocou o seu novo single «Super Surfer Girl».

Então, o momento alto chegou depois de uma nova entrada dos Who Made Who quando Alex e Melissa começaram a puxar para palco praticamente todas as pessoas presentes num raio de 2 metros. Numa atitude descomplexada, de matriz electroclash, onde quase tudo valia, foram acompanhadas por sensivelmente 20 pessoas que tiveram o seu momento de fama algo simbólico desse mesmo movimento. A performance ficou completa com mais coreografias, agora meio acrobáticos e com alguns temas originais da banda.

Em suma, foi uma noite divertida em que ficou patente uma boa sintonia entre as duas bandas; restou apenas alguma discrepância entre o empenho de um alinhamento mais clássico dos Who Made Who e de um improviso latente das Chicks On Speed – que no entanto seria expectável.



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