Note 3 & Galaxy Gear

Samsung Note 3 & Galaxy Gear

O par ideal?

Estamos a atravessar uma das mais fascinantes etapas da revolução tecnologica. Depois dos computadores, smartphones e tablets, começam a surgir os primeiros dispositivos wearable, que podem substituir alguns acessórios de utilização diária. Diversas marcas apostaram em pulseiras que registam passos e exercicio, durante 2014 será lançada a versão comercial dos Google Glasses e a Samsung lançou no Outono de 2013 o Galaxy Gear, provavelmente o primeiro smartwatch comercial com distribuição mundial. O Gear surgiu comercialmente “emparelhado” com a nova versão do Galaxy Note (smartphone e tablet). A Samsung emprestou-nos um par durante uma semana.

NOTE 3

Se podemos afirmar que a Apple inventou o smartphone (como hoje o conhecemos) a Samsung pode também requerer o título de “invenção” da categoria que podemos chamar de phablet, um misto de smartphone com tablet, quando em 2011 apresentou o Galaxy Note. Duas iterações depois, para além de ter um ecrã maior (5,7 polegadas), o Note melhorou bastante nas funcionalidades que o diferenciam de todos os outros dispositivos. A interacção com a S-Pen é mais intuitiva e tirar notas é bem mais fácil. A possibilidade de dividir o ecrã com duas aplicações distintas funciona sem qualquer sobressalto e o número de aplicações que permitem esta funcionalidade aumentou bastante. É também possivel parametrizar “pares” de aplicações e abrir automaticamente ambas (por exemplo ter o mail e um browser aberto ao mesmo tempo).

Samsung Galaxy Note 3

Se para muitos o tamanho do Note 3 é impeditivo (é verdade que encostar um Note ao ouvido é algo estranho e pouco comodo e que pode não caber no bolso de algumas calças mais justas), a verdade é que as funcionalidades que um ecrã deste tamanho permitem executar, podem, dependendo da utilização de cada um, justificar a sua aquisição. Não existe no mercado um smartphone onde a experiência de jogar, ler, ver filmes ou navegar na web seja melhor conseguida.

GEAR

Quando pensamos num smartwatch a primeira imagem que nos ocorre é David Hasselhoff em “O Justiceiro” e a famosa frase “Kit, vem me buscar”. São muitas as referencia cinematográficas e televisivas de um relógio inteligente. A própria Samsung inteligentemente utilizou essas mesmas referências para promover o seu mais recente gadget.

Ao pegar no Gear a primeira impressão surpreende. Para além de ser leve é bastante bonito. Não sendo uma peça de joalharia certamente também não tem um aspecto “barato”. O ecrã de 1,67 polegadas partilha a mesma tecnologia que os ecrãs dos smartphones Samsung, logo, as cores são intensas e um pouco saturadas. O tamanho da colorida bracelete é facilmente ajustável e é nela onde se encontra a câmara de 1,9MP, com a qual é possível captar fotografias (1392 x 1392 px), gravar 9 segundos de áudio (em conjunto com uma fotografia) e filmar até 10 segundos de video (até 720p). As imagens e videos são automaticamente tranasferidas para o dispositivo.

Mas para que serve um smartwatch?

Não é por acaso que o Galaxy Gear surge como “acessório” do Note 3. É bastante incomodo estar sempre a aceder ao telefone para verificar uma mensagem, chamada ou notificação. Com o Gear no pulso podemos deixar o Note na mala ou no bolso (se as calças o permitirem) e verificar tudo o que se passa directamente no relógio. Quantas vezes por dia recebe notificações que não requerem qualquer acção, ou mensagens, ou até mesmo chamadas que não quer atender? Com o Gear no pulso a poupança de tempo é real.

Samsung Galaxy Gear

Uma outra caracteristica que funciona melhor do que o esperado é a possibilidade de atender chamadas. Para quem não tem um sistema de bluethooth no carro ou auricular, basta atender a chamada no pulso e falar. Nos testes que tive oportunidade de efectuar em diversas ocasiões (muito pouco barulho externo) a pessoa do outro lado da linha nem percebeu que estava a falar pelo relógio. Para além de ser muito útil temos que admitir que é extremamente cool.

Todas as funcionalidades do Gear estão totalmente interligadas com o dispositivo. Essa será provavelmente a maior fraqueza do Gear. Um computador no pulso terá que ser mais autonomo, nomeadamente com a inclusão de um GPS. São cada vez mais as pessoas que fazem exercicio (corrida, bicicleta) e que utilizam aplicações como o RunKeeper para monitorizar o seu treino. Deverá ser também mais leve e se possivel mais fino. Em relação à autonomia, uma utilização normal dá para dois dias de carga mas a inclusão de mais funcionalidades vai de certeza ter um grande impacto na bateria.

Conclusão

O Galaxy Note 3 é o verdadeiro líder na sua categoria. As melhorias de versão para versão são evidentes nomeadamente a interacção com a S-Pen. Mais do que um smartphone para criativos (como a Samsung tenciona mostrar nas suas campanhas) o Note 3 é o dispositivo perfeito para executivos e para quem passa muito tempo em reuniões e conferências. O aspecto mais negativo na sua utilização é a exagerada suite de aplicações Samsung que confundem bastante a utilização do dispositivo. Aliás, a Samsung terá que repensar todo o Touchwiz (o laucher Android da marca) que parece datado e um pouco monotono. Para quem não tem tablet mas gostava de ter um e procura um smartphone novo, o Note 3 é a resposta. Se o tamanho não importa, claro.

PRÓS (NOTE 3)

– Tamanho (para alguns)
– Rapidez, fluidez e ecrã
– A utilização da S-Pen é fluida e intuitiva
– Uma bateria removivel de alta capacidade
– Multitasking (muito útil)

CONTRAS (NOTE 3)

– Preço
– Tamanho (para alguns)
– Demasiado software Samsung que torna a experiência de utilização confusa
– A imitação mal conseguida de pele na parte traseira

O Galaxy Gear é mais do que uma prova de conceito mas embora seja útil não deixa de ser um acessório premium a um preço exagerado, principalmente devido às limitadas funcionalidades autonomas. A segunda iteração do smartwatch já foi anunciada (com dois modelos distintos). Este ano preve-se que a Apple lance um smartwatch que, caso os rumores se concretizem, irá ter uma ampla gama de funcionalidades, nomeadamente ao nível da saúde. Esse será concerteza também o caminho da Samsung que neste mercado já leva avanço com esta primeira iteração. Neste momento justificar a compra do Galaxy Gear é bastante dificil.

 

PRÓS (GEAR)

– Design
– Sincronização quase instantanea com o Note 3 (notificações, etc)
– Ecrã

CONTRAS (GEAR) 

– Muito poucas funcionalidades sem estar conectado ao Note 3 (só dá mesmo as horas)
– Preço
– Um pouco pesado
– Autonomia da bateria



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