Rock in Rio-Lisboa e artistas portugueses prestam homenagem a António Variações

Rock in Rio-Lisboa e artistas portugueses prestam homenagem a António Variações

Linda Martini, Gisela João, Rui Pregal da Cunha e Deolinda sobem ao Palco no dia 31 de Maio

Artistas da nova geração da música portuguesa sobem ao Palco Mundo, no próximo dia 31 de maio, para homenagear António Variações. Linda Martini, Gisela João, Rui Pregal da Cunha e Deolinda aceitaram o convite do Rock in Rio-Lisboa para comemorar os 70 anos do nascimento do cantor e compositor que marcou a história da música nacional.

Artista inigualável, António Variações continua a influenciar a música e os artistas de hoje que agora lhe prestam a tão merecida homenagem.

No ano em que se comemoram 10 anos do Rock in Rio-Lisboa e 70 anos do nascimento de Variações, o evento não quis deixar de assinalar a data, convidando alguns dos artistas que protagonizam a cena musical de hoje a deixar o seu agradecimento ao cantor que quebrou barreiras e deixou uma marca incontestável, que perdura até aos dias de hoje.

Este é um momento que vai trazer muita emoção ao Palco Mundo. António Variações foi um artista completo, que deixou obra verdadeiramente intemporal e que tem um forte impacto na nova geração. Para todos os que estão envolvidos nesta homenagem, é uma honra dar destaque à obra de Variações”, refere Zé Ricardo, diretor artístico do Rock in Rio. 

Vindos de estilos e sonoridades muito diferentes, Linda Martini, Gisela João, Rui Pregal da Cunha e Deolinda, prometem um grande espectáculo, comprovando assim transversalidade e intemporalidade da música do artista.

Durante a Homenagem todos os artistas vão subir ao palco a solo, mas depois vão-se misturar, criando encontro únicos, que terão como ligação a música de Variações.

A direção artística deste momento está a cargo do cantor e compositor Zé Ricardo e tem curadoria do jornalista Nuno Galopim. A elaboração do espetáculo está a ser acompanhada de perto pela família do cantor.

Linda Martini

Com uma herança que remete para o submundo do punk rock e do hardcore, os Linda Martini juntaram-se em 2003, adoptando uma atitude despretensiosa e experimental. Entre 2004 e 2005 lançaram o seu primeiro EP homónimo, do qual sobressaiu o tema “Amor Combate”, a primeira música da banda a tocar na rádio e a contribuir para muitas lotações esgotadas.

A banda, composta por André Henriques, Pedro Geraldes, Hélio Morais e Cláudia Guerreiro, lançou o primeiro álbum em 2006. Olhos de Mongol foi considerado o melhor álbum português daquele ano pelos leitores da revista Blitz. Depois disso, seguiram-se Casa Ocupada, em 2010, e Turbo Lento, em 2013.

Nestes mais de 10 anos de carreira já tocaram n os principais festivais do país e partilharam palco com grandes nomes como LCD Soundsystem, Foals e Gisela João. Este ano, fazem a sua estreia no Palco Mundo do Rock in Rio-Lisboa para homenagear António Variações.

 

Gisela João

Por muitos considerada a fadista revelação dos últimos tempos, Gisela João começou a carreira, como tantos outros, em casas de fado. Primeiro em Barcelos e depois no Porto e em Lisboa, onde o seu fado puro, sem truques e artifícios e a sua voz grave e poderosa se começaram a fazer notar. Depois disso, nunca mais parou.

Em 2013, gravou o seu primeiro disco homónimo que foi muito aclamado pela crítica – foi considerado o melhor disco do ano pelo jornal Público e pela revista Blitz. O fadista Camané considera-a a grande aposta do momento. Prova disso é a afluência aos seus concertos, tendo esgotado algumas das principais salas do país, como a Casa da Música, no Porto, e o Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

São vários os artistas que a inspiram – de Amália a Nina Simone, de Maria Bethânia a James Blake. Nas suas músicas fala-se de amor e desilusão, mas também da realidade social, numa abordagem pura e genuína, mas que foge ao óbvio.

No dia 31 de maio, sobe ao palco do Rock in Rio-Lisboa, pela primeira vez, para homenagear António Variações.

 

Rui Pregal da Cunha

Nome incontornável na história da música pop-rock portuguesa dos anos 80, Rui Pregal da Cunha foi fundador e vocalista da banda Heróis do Mar. Através de temas como “Paixão” e “Só Gosto de Ti” continuam, ainda hoje, a pôr milhares de pessoas a entoar de cor as suas letras.

Apesar do fim dos “Heróis do Mar”, em 1990, Rui Pregal da Cunha manteve-se ligado ao mundo da música. Fundou os LX-90, editando o álbum 1 Revolução por Minuto, tendo depois emigrado para Inglaterra e alterado o nome da banda para Kick Out of The Jams.

Depois de uma longa ausência, regressa, em 2010, ao panorama da música nacional com a canção “Va lá Senhora”, de Os Golpes, e volta também a subir aos palcos como convidado especial da banda.

Em 2011, com os Nouvelle Vague recriou a música “Sol da Caparica” e animou os mais pequenos no disco infantil Leopoldina com o tema “Indo Eu a Caminho de Viseu”.

Fã assumido do trabalho de António Variações, teve um papel ativo na carreira do artista. Através dos Heróis do Mar colaborou no último disco de António Variações, Dar e receber.

 

Deolinda

Juntaram-se em 2006 e nunca mais se separaram. Ana Bacalhau, Luís José Martins, Pedro da Silva Martins e Zé Pedro Leitão, são os nomes responsáveis pelo projeto musical Deolinda. Há 8 anos, quando iniciaram esta aventura, estavam longe de imaginar o sucesso que alcançariam. Hoje, contam com vários discos platina e com o reconhecimento do público e da crítica, tanto em Portugal como no estrangeiro.

O disco de estreia Canção ao Lado, atingiu a dupla-platina, em 2009, e alcançou o 4º lugar na tabela de vendas europeia, World Music Charts Europe. Este trabalho, foi considerado, pelo Sunday Times, o terceiro melhor disco do ano de World Music. O segundo álbum, Dois Selos e Um Carimbo, seguiu o mesmo caminho que o antecessor. Alcançou a dupla-platina e foi considerado um dos 10 melhores álbuns de World Music, pelo Sunday Times.

Mundo Pequenino, terceiro álbum dos Deolinda, lançado em 2013, é também um êxito. O single “Seja Agora” conquistou os tops das rádios nacionais, sendo cantado em coro pela plateia durante os concertos da banda.

Em Portugal,  acumulam já diversas distinções, tais como dois Globos de Ouro, um prémio Amália Rodrigues e um Prémio José Afonso.

As suas músicas têm tanto de fado como de música tradicional portuguesa, é um “fado with a twist”, segundo os próprios. As letras contam uma histórias e são quase hinos de uma geração, como se verificou com o sucesso viral de “Parva que sou”.

Uma das principais referências da banda é o incontornável António Variações. Por essa razão, os Deolinda não quiseram deixar de participar nesta homenagem ao artista, cuja influência é bastante notória nas suas canções.



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