Sveva-Casati

“A Cor da Paixão” de Sveva Casati Modignani

Vermelho paixão, vermelho de sangue

A Cor da Paixão, de Sveva Casati Modignani (Porto Editora, 2022), é um romance pintado a vermelho. Pelo partido, pelo sangue derramado, pelas paixões que despontam.

Uma nova obra sobre a dinâmica familiar em tempos conturbados e extremamente perigosos.

VAIS PAGAR CARO, VAIS PAGAR TUDO, SERVA DO ESTADO. Uma estrela e a assinatura BRIGADAS VERMELHAS concluíam o texto.

Sveva Casati Modignani, pseudónimo de Bice Cairati e do seu esposo Nullo Cantaroni, é um dos nomes mais conhecidos dos romances italianos. Com livros traduzidos em vinte países e mais de 12 milhões de exemplares, consta com as seguintes obras no catálogo da Porto Editora: Feminino Singular, Baunilha e Chocolate, O Jogo da Verdade, Desesperadamente Giulia, O Esplendor da Vida, A Siciliana, Mister Gregory, A Viela da Duquesa, Um Dia Naquele Inverno, O Diabo e a Gemada (texto autobiográfico), O Barão, A Família Sogliano, 6 de Abril’96, A Vinha do Anjo, Como Vento Selvagem, O Regresso da Primavera, Lição de Tango, Como Estrelas Cadentes, Suite 405, Qualquer Coisa de Bom, Qualquer Coisa de Bom, Festa de Família, Uma chuva de Diamantes, O Falcão e A Cor da Paixão.

Colocando sempre um pouco de si em todas as personagens, quer masculinas, quer femininas, Modignani apresenta sempre uma temática nas suas obras: a vida familiar e os seus desafios diários.

As suas histórias têm uma ênfase especial na criação de protagonistas femininas de caráter forte, destemidas, humanas e falhas, com as quais os leitores se podem identificar.

Um ponto primordial dos seus livros, é o de transmitir a importância e relevância da solidariedade entre mulheres, a independência e capacidade laboral das mulheres. Em suma, aprecia entrar nos meandros do universo feminino.

“A Cor da Paixão”, é contada a vários tempos, tem início no presente e salta para momentos do passado. Situações bem mescladas, que justificam os traumas e ansiedades de uma Liliana mais madura.

— Quando eu for grande, vou até ao fim do mundo – anunciou Liliana à família.
— Onde é esse fim do mundo?

— É muito longe daqui. É em Filadélfia, no Midwest, em Nova Iorque, no Polo, na China e sabe-se lá mais onde. Vou viajar em grandes navios e aviões. Vou falar todas as línguas do mundo e ser amiga de gente famosa – afirmou Liliana, com entusiasmo.

Liliana Corti, milanesa de gema, filha de uma família operária comunista, numa Itália em risco de implosão, imersa num período de agitação política, é alguém que desde nova aprendeu a cuidar dos outros, em especial dos irmãos mais novos, mas sem se descuidar a si própria. Uma mulher que sabe o que quer e não vai parar até o conseguir.

Ensinada pelos pais a reivindicar os seus direitos, tenta preservar a sua dignidade e sentido de justiça, num mundo em que as mulheres ainda são vistas como tendo um único dever, o de ficar em casa, cuidar da família e nada mais.

Em simultâneo à sua história, Modignani apresenta as histórias dos pais e irmãos de Liliana, as suas aventuras, desventuras, romances e tristezas.
Uma família que vai passar pelas agruras da vida e se vai fortificar para enfrentar a incerteza do futuro e as ameaças do presente.

Só agora me pergunto que sentido tem a minha existência, como se todos estes anos passados sempre a perseguir novos objetivos de trabalho não tivessem sido vividos por mim mesma, mas em função dos outros. Nem sequer sei quem são. Terá valido a pena afligir-me tanto para chegar aqui?

A Cor da Paixão, de Sveva Casati Modignani, é um romance vermelho-coral, sobre uma família que apesar das suas diferenças, sempre se apoia. Sobre as mulheres, os seus desejos, anseios e dificuldades. Sobre aceitação de si próprio e as diversas categorias de amores.



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