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“A Harpa dos Reis” de Juliet Marillier

Uma missão importante, uma escolha decisiva

A Harpa dos Reis, de Juliet Marillier (Planeta, 2020), é uma história de fantasia histórica, colorida a contornos místicos, onde três jovens potenciais recrutas, têm nas suas inexperientes mãos, a complicada tarefa de recuperar uma harpa de elevada importância, não só para o reino de Erin mas também para o futuro dos três na Ilha dos Cisnes.

Marillier demonstra a sua mestria e atenção aos detalhes quer na elaboração das leis do Reino, quer ao apresentar as regras do mundo fae, bem como na composição de músicas que acompanham os protagonistas ao longo da história.

A música, aqui, serve não só como pano de fundo mas como uma personagem por si própria, tem vida, flui pela história e pelos momentos marcantes que afetam os intervenientes.

O ponto focal deste livro é, precisamente, a busca incessante pela Harpa, interveniente de tal importância, que sem ela, o príncipe não poderá tornar-se rei e a equipa de guerreiros terá falhado na sua primeira missão secreta.

A música é magia. As histórias são magia.

Liobhan, a barda guerreira de 18 anos, sem papas na língua e de pavio curto, sonha fazer parte da equipa de guerreiros da Ilha dos Cisnes. Apta na luta como na música, o facto de ser mulher não a impede de derrotar os colegas do sexo oposto.

Brocc, o bardo sonhador e algo diferente dos demais, que se tornou guerreiro para apoiar o sonho da irmã, mas anseia voltar à calma da sua casa e poder dedicar-se à sua música.

Dau, um jovem puramente misógino e irritante, crê que Liobhan deveria ser como as demais mulheres, dedicada a casa e família, deixando a luta para os homens, pois na realidade teme as visíveis capacidades de luta dela e o que isso pode significar para as suas próprias ambições.

  • Talvez – diz o meu irmão – o que nos contaram tenha sido apenas metade da verdade. Talvez isto não seja tanto uma missão, mas sim um teste.
  • A respeito de quê?
  • Do que cada um de nós precisa mais de aprender.

Em Erin deparam-se com um príncipe incapaz, que usa a força bruta para esconder a sua cobardia, uma jovem princesita consumida pela tristeza e saudade, druidas que não partilham informações e membros da corte que contam verdades a meias, um povo corvo tão violento que dilacera quem quer que encontre pelo caminho e o Outro Mundo, místico, secreto, numa união pacifíca com os humanos há centenas de anos.


Conseguirão encontrar a Harpa mágica? Confrontados com a necessidade de tomar decisões decisivas no impulso de um momento, quais serão as consequências dos seus actos? Para atingirem os seus propósitos, que parte sua deverão sacrificar?

A Harpa dos Reis, de Juliet Marillier, é o início de uma história de fantasia, onde dois bardos e um guerreiro se vêm envolvidos num turbilhão de situações das quais podem não escapar com vida. O desaparecimento da harpa vai desafiar não só a escolha de governante, mas também as escolhas pessoais dos três recrutas. Escolhas essas que poderão ter a palavra final nas suas ambições e desejos.



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