Arizer Solo vs DaVinci Ascent

Arizer Solo vs DaVinci Ascent

Andar com a felicidade no bolso

OK, admitimos já que o conceito de felicidade é muito vago, e esta pode não ser propriamente a vossa. Mas o mais provável é que, se estão a ler este texto, então existam fortes possibilidades de que a vossa felicidade ocasional tenha origem na planta mais idolatrada do mundo. E não, senhores, não são rosas.

Não nos vamos aqui debruçar sobre a eterna discussão acerca da legalização ou não da marijuana, os benefícios ou malefícios da coisa ou quaisquer outras ideias que nos afastem do nosso objectivo: o de vos dar a conhecer o resultado dos testes (altamente científicos) feitos a estas máquinas portáteis de aromaterapia (até o Papa Francisco se riu com a descrição, de certeza).

Aparte o fim declarado para os vaporizadores, uma coisa é certa: criatividade e engenho não faltam ao pessoal dos fumos. Não gostam de tabaco e queimar a plantita tira-lhe as propriedades benéficas? Então tomem lá uma maquineta para que não vos falte nada; e nós vamos à análise possível destes vaporizadores portáteis antes que os efeitos passem.

Arizer Solo

Ao contrário do DaVinci Ascent, notamos logo que o Arizer Solo perde um bom bocado no aspecto da portabilidade e no aspecto. Com um aspecto cilíndrico e cerca de 11,5 cm de altura (mais os tubos de vidro), levar a maquineta no bolso torna-se uma tarefa mais complicada. Ainda assim, não deixa de ter uma boa portabilidade.

Essencialmente, o Arizer divide-se entre o depósito de aquecimento em cerâmica, revestido por aço inoxidável, e dois botões e indicadores LED que permitem saber o nível de temperatura e da temperatura. Tem ainda elementos em vidro onde se colocam as ervas antes de se colocarem na unidade principal. Tem um aspecto mais robusto que o DaVinci, mas viajar com os componentes de vidro pode ser complicado.

No que toca à vaporização, a sua utilização é simples, conseguindo atingir o ponto ideal para o seu uso num piscar de olhos e o sabor é fantástico, com um vapor limpo (muito melhor e mais espesso que o do DaVinci Ascent), mas temos de “puxar” o ar com bastante mais força que o DaVinci, o que por vezes torna a experiência um pouco esgotante. Também não permite definir a temperatura de forma exacta (existem níveis pré-definidos), o que pode frustrar alguns puristas da coisa.

Um aspecto importante é que não podemos utilizá-lo enquanto o carregamos, o que quer dizer que se calculamos mal o tempo da sessão podemos ficar a meio do caminho e ter de esperar que recarregue novamente, apesar de ter uma boa autonomia e o indicador do estado da bateria ser bastante preciso.

Uma dica importante: usem um grinder com bastante paciência antes de abastecerem a unidade para garantirem o melhor sabor.

DaVinci Ascent

A primeira coisa que nos salta à vista ao abrirmos a caixa do Ascent é o seu aspecto. Parece que estamos a olhar para um qualquer smartphone de última geração, tal é o seu aspecto cuidado e tamanho reduzido. A nossa versão é a de acabamentos em folha de carbono e vem com a bolsa de transporte, dois bocais e dois vidros condutores, carregador e ainda dois frascos de vidro para “concentrados” e “óleos”; ficámo-nos pelas versões botânicas e concentrados para este pequeno test drive. Pena é que não tenha vindo com o adaptador para usá-lo como um bongo de água; tinha sido (ainda) mais porreiro.

Depois de carregada a bateria, chega a hora de tentar perceber se o aspecto acompanha a performance enquanto confirmamos que esta unidade é seguramente melhor para quem quer andar com ela de um lado para o outro já que é bastante robusta e pequena (o tamanho de um smartphone, mais coisa menos coisa. Quer dizer, é bastante mais pequeno que o iPhone Plus) e não nos obriga a arranjar espaço extra para as peças de vidro.

Depois do compartimento botânico bem atestado, ligamos o DaVinci e definimos a temperatura a que queremos a sardinha – e aqui há logo outra diferença, que é o facto de podermos defini-la grau a grau em vez de termos níveis já pré-definidos – até que nos aparece no visor LCD uma espécie de chávena de café com vapor a sair e que nos indica que está pronto a ser usado.

Fizemos questão de levar a bateria ao limite antes de chegarmos a conclusões (tudo em nome do rigor) e podemos dizer que o DaVinci é realmente uma pequena maravilha. A bateria tem uma autonomia bastante alargada e serve para bastantes sessões. E, o mais importante, nunca queima as ervas mantendo o seu sabor característico durante bastante tempo sem que ganhem sabor a carvão. Esta é, aliás, a melhor característica destes vaporizadores; ao aquecerem apenas as ervas ao invés de as queimarem, obtemos um vapor bem saboroso e um resultado bem mais eficaz, já que não há mistura de outros componentes do tabaco. Contrariamente ao Arizer, o DaVinci não nos obriga a puxar que nem loucos pelo vapor e não oferece resistência à passagem de ar. Mas a espessura e sabor do vapor perde aqui bastantes pontos para o Arizer.

Já no que toca aos concentrados, não há termo de comparação, mas sabemos que o resultado é bem docinho. Mantém aquele sabor característicos destes produtos e a uma temperatura ideal para a garganta.

Conclusão

Depois de usarmos estes dois vaporizadores portáteis, não podemos dizer que tenhamos um favorito. O DaVinci Ascent, para além de nos cativar de imediato em termos estéticos, ganha bastantes pontos em termos de portabilidade quando comparado com o Arizer Solo, para além de oferecer mais possibilidades na escolha da temperatura ideal e menos resistência. E deixa usar óleos e concentrados, o que é definitivamente um plus.

Mas para quem gosta apenas da “maria” e não quer saber se é mais ou menos portátil, o Arizer é a escolha acertada. Produz um vapor mais espesso e o sabor é mais intenso.

Independentemente da escolha, há uma coisa muito importante a reter. Como não produz o fumo que seria normal há a tendência a usar demasiado o aparelho. E depois cai-nos tudo ao mesmo tempo na cabeça e percebemos que desta forma é muito mais interessante o uso que se dá à planta e derivados. Fica a dica.

PS: por motivos assim para o óbvio, o pessoal prefere ficar retido numa cave sem dar a cara ou o nome e tivemos de lhes arrancar o texto à força. Dizem-nos com toda a convicção que ainda não terminaram de testar os vaporizadores. E que não partilham o abastecimento que têm para os munchies, que é o pior.



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This