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Canal Q

O Villas Boas do humor mora aqui.

Há vinte anos era inimaginável o que se está a passar em Portugal em termos financeiros. Apesar de ser um assunto que toca a todos, é necessário dispersar o oxigénio mental para outras paragens e não deixar essa preocupação tomar conta do quotidiano.

Sendo assim, qual a fórmula para nos abstrairmos, que não custa nada e, dizem, acrescenta mais anos de vida? Simples: rir. Pode não ser consensual a ideia de que “No fim, tudo é uma piada” como disse Charles Chaplin, mas certamente outra frase dita pelo mítico comediante é mais certeira, ou seja, “Cada dia que passa sem um riso é um dia perdido”.

Seja a rir das coisas mundanas da vida ou em situações que ninguém mais ousaria dar uma gargalhada, o importante é não deixar as árduas tarefas da vida tomarem conta da individualidade – com destaque para as obrigações das contas mensais. Contudo, se não é facilmente contagiado por este saudável sentimento, deixo um conselho que não passa necessariamente por fazer terapia do riso ou aprender com as acções dos Doutores Palhaços nos hospitais, apesar de ambas terem bastante mérito.

Parece banal, mas a solução está na televisão. No entanto, no canal Q (posição 15 do Meo e que tem pouco mais de um ano) banalidade não rima com os formatos apresentados. Há muito por onde escolher, onde a seriedade de alguns assuntos é doseada de forma equilibrada com a atitude descontraída dos intervenientes, em que os conteúdos (todos) em português estão disponíveis no comando On Demand ou como eles dizem, “No Q, é você que escolhe quando os quer ver”. Será isto cool TV? É certamente refresh televisivo em comparação com o panorama nacional, seja na cabo ou nos generalistas. Alguns exemplos: “Os Culturistas”, “Sacanas Sem Lei”, “O Que Fica do Que Passa”, “Melancómico”, “Especial”, “A Rede”, “Isto é o Q?”, “Ah, A Literatura” ou “Baseado numa História Verídica”.

A arte de fazer rir é uma das peças centrais da engrenagem deste projecto que ainda tem muito para dar – a começar por ter mais cenas no exterior – e, claro, não estranhe se encontrar por aqui o André Villas Boas do humor, não fosse este um produto assinado pelas Produções Fictícias.

Entrevista com Nuno Artur Silva, director geral das Produções Fictícias e do Canal Q.

Quais os principais requisitos para ser um programa com a marca Q?
É ter o seu Q.

Qual a importância das audiências para a consolidação do projecto, tendo em conta que está restrito a quem tem o serviço Meo?
Como é óbvio, dentro do universo Meo, o canal ambiciona criar uma comunidade de espectadores. Hoje em dia, cada vez mais, ver televisão é pertencer a uma comunidade que vê o mesmo que nós. A relação com o canal não se esgota no visionamento dos programas no televisor e nos horários de emissão. Ela passa igualmente pelos visionamentos On Demand e pelos contactos no site e no facebook. Qualquer análise de audiências deve ter cada vez mais em conta estes múltiplos suportes. No Canal Q, desde o início que é essa a nossa perspectiva.

Dizem que o vosso primeiro ano foi de “inquietação”. Como é que prevêem que sejam os próximos?
Não queremos perder a inquietação. Queremos ter cada vez mais gente connosco a partilhar essa inquietação.



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