Clube de Cinema regressa no Mês da Música

Outubro é o mês da Música em Setúbal e, normalmente, a Experimentáculo costuma-se associar às festividades. Este ano não é excepção e Outubro marca o regresso do Clube de Cinema de Setúbal às sessões semanais regulares, no bar-galeria La Bohéme. Sempre às quartas-feira e, claro, com entrada gratuita.

Como não podia deixar de ser, este regresso faz-se sob o signo da música, com um mês dedicado a quatro documentários musicais. Vamos poder assistir à biografia de uma das lendas vivas do rock’n’roll internacional; ao que é feito de uma das bandas mais promissoras (ou não) dos anos 80; conhecer uma das competições mais patetas do Mundo; e, principalmente, assistir à estreia absoluta de um documentário sobre a cena musical setubalense, com a presença do próprio realizador.

Programação para Outubro:

Dia 5 – Lemmy, de Greg Olliver & Wes Orshoski (2010) 116m.
Se um dia houver uma explosão atómica e a humanidade perecer, três indivíduos sobreviverão. A Cher, que ficará preservada em botox, silicone e plástico; e Keith Richards e Lemmy Kilmister, conservados em álcool, droga e deboche. “Lemmy” é o derradeiro documentário sobre a vida e a obra de Lemmy Kilmister, de roadie de Jimi Hendrix a fundador e líder dos Motorhead. Um documentário com momentos únicos em palco, ao lado dos Metallica por exemplo; testemunhos dos seus mais insuspeitos amigos, de Ozzy Osborne a Slash; uma viagem pela sua casa-museu cheia de memorabilia militar; e cenas chocantes, de Lemmy a cozinhar e fazer outras coisas vulgares, como um ser humano normal. Presente no Festival Indie Lisboa deste ano.

Dia 12 – Anvil! The True Story Of Anvil, de Sacha Gervasi (2008) 80m.
Anvil. O mais certo é o nome não lhe dizer nada, mas nos anos 80, os Anvil foram uma das mais promissoras bandas de hair-rock, flagelo que rimava com grandes permanentes, solos azeiteiros e roupas que misturavam lantejoulas e motivos medievas. Os Anvil tiveram os seus 15 minutos de fama e depois desapareceram. Será que desapareceram mesmo? Este documentário vai encontra-los nas suas pacatas, entre a família, o emprego e o desejo de voltarem a trazer os Anvil para a ribalta, seguindo-os numa tour europeia, por clubes vazios e bares cheios de bêbados. A coisa ganha contornos trágicos quando percebemos que os Anvil continuam a levar aquilo muito a sério. “Anvil! The True Story Of Anvil” é como “This is Spinal Tap” mas em real, um drama triste e cruél. Ao pé dele, “A Lista De Schindler” é uma brincadeirinha de crianças. Que se lixe o sofrimento dos judeus, isto é muito mais real!.

Dia 19 – Air Guitar Nation, de Alexandra Lipsitz (2006) 81m.
Antes de haver o “Guitar Hero” haviam as air guitars. Para quem não sabe, a air guitar é a técnica de tocar uma guitarra elétrica feita de ar. Para alguns é um desporto, para outros uma forma de arte – a última manifestação artísitca pura, uma vez que não pode ser imitada e comercializada, porque é invisível – e, para a grande maioria, é apenas uma grande parvoíce. No entanto, é uma parvoíce levada a sério por muito boa gente, que se reúnem anualmente na Finlândia para o grande Campeonato do Mundo de Air Guitar. “Air Guitar Nation” documenta a primeira participação dos Estados Unidos neste campeonato do Mundo e, como bons americanos que são, logo com uma tragédia digna da sétima arte.

Dia 26 – Setúbal tem alma musical – Um retrato sobre a música underground em Setúbal, de João Miguel Fernandes (2011), 80m. *com a presença do realizador
Setúbal é uma das cidades mais importantes a nível nacional no panorama da música underground. Este documentário foca-se em 4 bandas que têm crescido ao longo dos tempos e espalhado o nome da cidade por onde tocam. Este documentário mostra, basicamente, um lado mais pessoal dessas bandas e alguns ensaios. O objectivo do documentário é o de mostrar que não é fácil ter uma banda, e que a maior parte dos músicos underground tem que abdicar de muito da sua vida para conseguir sustentar a banda. O caminho para o sucesso é muitas vezes penoso, mas quem tem paixão pelo que faz continua nesta vida. Setúbal tem alma musical!



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