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“Evasion” de Pedro Batista

Da fuga para a frente, rumo à liberdade

Encontrámos Pedro Batista no seu atelier, em Lisboa, rodeado dos trabalhos que fazem parte da exposição “Evasion”, que será inaugurada no dia 29 de Março, na Rua Ivens 42 (Chiado, Lisboa).

“Evasion” traduz-se mais numa intenção do que propriamente num conceito: “Não se descreve uma ideia, mas sim o expressar de uma emoção, da qual não se tem uma consciência total” – diz-nos Pedro. A exposição reflecte um ano de trabalho (aproximadamente) e traduz-se no terminar de um ciclo. “A exposição foi pensada por mim e escolhi Lisboa de forma a consolidar o mercado”. Como é que acontece o processo criativo? “Evasion é composta de pequenas histórias dentro de uma intenção. Da minha parte, há uma apropriação de imagens que consigo inserir no processo. E depois cada quadro é um quadro…” E cada um deles nos conta algo; bastava olhar para as paredes do atelier para nos sentirmos “invadidos” pela evasão (evasion) e pela intenção de liberdade presente nos quadros do Pedro. A liberdade e o movimento (só o movimento nos permite encontrar o “sítio certo”) são intenções transpiradas por estes trabalhos. E a mudança? Também aqui é o movimento que nos fala da mudança, nestes trabalhos em que a figura e o fundo se diluem. “Cada trabalho é um raio x de uma perspectiva emocional. Em vez de ser uma máscara, é o que tu és. Imagina olhar-te ao espelho e não haver máscara.”

Pedro Batista já expôs em Nova Iorque e a palavra que lhe surge ao falar da “cidade que nunca dorme” é liberdade. “Conheci pessoas do mundo inteiro, foi muito bom.” Liberdade é, aliás, uma palavra que o artista repete algumas vezes durante o nosso encontro. A pintura é liberdade? “Sim, é liberdade”. A mesma liberdade que sentiu algures nos Açores, na Ilha Terceira, num encontro de street art onde, disse-nos, “tive o luxo de fazer um amigo, para além de pintar”.

“A arte é algo tão rico e aquilo que a arte dá à sociedade é tanto que se não a acarinharmos é impossível ter uma sociedade livre, uma sociedade onde é possível ter e praticar a vontade de estar no sítio certo”, diz-nos Pedro.

Liberdade e evasão para o futuro. E a vontade de estar no sítio certo. Até 6 de Abril, o sítio certo passa algures pelo Chiado, onde podem conhecer os trabalhos do Pedro.

Fotografia de Mário Pires



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