Festival Dizsonante

A festa das artes performativas no Teatro Municipal da Guarda, entre os dias 30 de Novembro e 3 de Dezembro.

O Teatro Municipal da Guarda apresenta, entre os dias 30 de Novembro e 3 de Dezembro o Festival Dizsonante, certame que pretende dar a conhecer a vanguarda das artes performativas. Os escolhidos para levar a cabo esta missão são Manuel Portela, Bartolomé Ferrando, Serge Pey, Margarida Mestre e Maja Ratkje.

O início das festividades dá-se com o espectáculo “Dismorfose” às 21h30 de 30 de Novembro. Trata-se de uma performance cinevocovisual por Manuel Portela e Bartolomé Ferrando. Neste espectáculo, a dislalia e a disgrafia são usadas para deformar certos discursos de produção do sujeito e dos seus modos de sentir e de pensar. Colhidos na grafosfera e na verbosfera da imprensa escrita e dos meios audiovisuais, os fragmentos discursivos são corroídos por um conjunto de técnicas poéticas de destruição do sentido. Acção ao vivo, poesia sonora e poesia cinética combinam-se numa dismorfia de um mundo saturado de linguagem gerada pelas indústrias de produção simbólica.

No dia seguinte, sobe ao palco do pequeno auditório a performance “Trilogia do Corte” por Margarida Mestre, tendo por base um texto de Serge Pey. Dividida em três actos, a “Trilogia do Corte” desenrola-se como uma desgarrada, onde em cada acto um episódio é contado através da voz, da acção e de uma guitarra. Uma mulher com uma faca na mão e um homem com uma guitarra iniciam esta viagem que se lança num lamento, transforma-se numa ameaça e se resolve numa desistência e morte.

Maja Ratkje é o nome mais aguardado do festival e, talvez por isso mesmo, a quem cabe a responsabilidade de dar por encerradas as hostilidades na sexta-feira, dia 2 de Dezembro. Natural de Oslo, na Noruega, onde estudou composição no “Norwegian State Academy of Music”, Ratkje é uma compositora e improvisadora que utiliza a voz como instrumento e a electrónica como um complemento. Vencedora de numerosos prémios enquanto compositora (Norwegian Edvard prize, Arne Nordheim Prize, entre outros), o seu disco “Voice”, um álbum imprevisível e perturbador, valeu-lhe o prémio “Prix Ars Electronica” em 2003.



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