rdb_mcqueenstyle_header

How to dress like Steve McQueen

Porque continua ele a ser o ícone de moda masculina em que um homem pode confiar sempre? (*)

Quando em 1958 se estreou no cinema em “Blob”, um filme de terror de baixo orçamento, bem ao jeito da época, Mr. McQueen ainda era um jovem Steve, com um passado problemático, como hoje diríamos. Ainda não era The king of cool, esse cognome que lhe assentará como uma luva até à eternidade, mas, olhando atentamente, já lá está a pose, a atitude cool e uma masculinidade bem evidente mas distante dos padrões hollywoodescos da época. Um anti-herói e rebelde, mas com causa.

Nos “Sete Magníficos”, de 1960, já o jovem Steve consegue a proeza de ser o segundo “magnífico”, surgindo logo como o primeiro recrutado por Chris, a personagem interpretada pelo já célebre Yul Brynner, a estrela do filme, o cowboy sempre de negro.

Em todos os minutos em que contracenavam, diz-se que fazia os possíveis para estar sempre em acção, nem que fosse a ajeitar a indumentária de cowboy. Num filme que, embora fosse palavroso, tinha muito mais tiros do que falas, destacou-se com a sua naturalidade instintiva num naipe de actores que dará cartas altas nos anos seguintes.

Yul Bryner manteria o estilo all in black nas personagens dos filmes posteriores, um look seguro que, aliado a uma magnífica cabeça rapada, o tornava no homem mais exótico e distinto de Hollywood de então. Steve McQueen esperaria pela “Grande Evasão”, em 1963, para mostrar ao mundo que a combinação de uns chinos, uma t-shirt, umas desert boots e uma moto como companheira eram os ingredientes certos na proporção certa para fabricar um ícone, dentro e fora da tela.

Nos anos 70 já é definitivamente The King: a quintaessência do look americano e um verdadeiro ídolo para muitos jovens. McQueen não lhes aparecia só nas matines, aparecia-lhes em centros para jovens e em reformatórios, que ele tinha conhecido como utente. Era alguém que podia também ser real e isso John Dominis, nas fotografias para a Life em 1963, já captara de forma assombrosa e premonitória.

Entrar no estilo McQueen parece à primeira vista muito fácil e nada arriscado, mas, atenção, fica já um conselho: tratando-se um estilo tão naturalmente enxovalhado, tão masculinamente despreocupado, há detalhes a seguir senão vai parecer que se esforçou demasiado. Com Steve McQueen, less is more. Se possível, não deixe parecer que a roupa é nova e sem mácula e muito menos que acabou de sair de um provador da loja ali ao lado.

Pense que, se fosse um incondicional do estilo Bulllitt, primeiro enrugaria o fato a ler estirado na relva. E descalçava-se. O sol e o vento da Primavera encarregar-se-iam dos resíduos do 5-à-Sec, enquanto uns Persol 714 estariam ali à mão, não fosse o momento pedir óculos escuros.

Na blogosfera encontra páginas e páginas sobre a matéria de seguidores do estilo, sendo, sem dúvida, “Steve McQueen Style” o blog de referência. Para além do aspecto comercial, há textos, comentários, links úteis e actualizações no Facebook, mas sem um ar saudosista ou retro. Com certeza que Steve McQueen teria apreciado.

(*) Porque, seja qual a indumentária que se decida a envergar, em caso de dúvida, um homem pode sempre perguntar-se: o que diria o Steve McQueen disto? Vestiria isto? Não falha. Para as senhoras, o equivalente do teste é imaginar-se acompanhada no provador por Audrey Hepburn com o seu olhar clínico.



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This