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Jake Bugg | Entrevista

Jake Bugg atuou no dia 25 de Julho no EDPCOOLJAZZ, nos Jardins do Marquês de Pombal, e a Rua de Baixo esteve com o artista para desvendar algumas curiosidades.

Jake Bugg é um jovem cantor e compositor britânico de 23 anos, que usa a música como meio de se expressar e assume que ultrapassa a sua dificuldade em falar sobre sentimentos  através das músicas que compõe. Assim que descobriu que gostava de tocar guitarra nunca mais a largou e o sonho de um dia se tornar num cantor reconhecido acabou por se tornar real. Não gosta muito de dar entrevistas, mas reconhece que fazem parte do seu trabalho e surpreendeu pela simpatia. Nesta entrevista contou-nos um pouco do arranque da sua carreira e ainda revelou algumas novidades sobre o próximo trabalho.

Começaste a tua carreira com apenas dezassete anos, certo?

Sim.

Como foi para ti lidar com as responsabilidades de ser um artista internacional?

Sempre foi o que eu quis fazer desde pequeno e enquanto fui crescendo. E quando se tornou real não me pareceu assim tão estranho porque eu imaginei muitas vezes, na minha cabeça… E então tornou-se realidade, exatamente como eu pensei que podia ser. Há mais políticas e compromissos envolvidos, mas vale a pena. Definitivamente.

Então é um sonho que se tornou realidade?
Exatamente!

Consideras-te um cantor de festivais ou preferes dar os teus próprios concertos?

Eu prefiro ambos. Os festivais são uma oportunidade para tocar diferentes sets para pessoas que talvez não tenha ouvido algumas músicas antes. E depois tens os teus próprios espetáculos, que podem ser muito porreiros, rock n’roll ou muito intimistas. Portanto, eu gosto da diversidade de tanto tocar em festivais como nos meus próprios espetáculos.

Como é que descreves a tua música? Que género de música achas que tocas?

Tem sido sempre complicado para mim chegar a um consenso. Eu gosto de tocar muitos estilos diferentes de música que espero que encaixem com as minhas canções. Mas eu gosto de todos os tipos de música. Se eu gostar da canção, fico feliz. É mais como cantar uma canção de maneira que eu consiga.

Mas é talvez mais country, rock n’roll, blues…?

Talvez, encontram-se na mesma linha. Eu acho.

Já estiveste em Portugal duas vezes, também em festivais. Que memórias é que tens de Portugal?

Eu penso que tocámos num festival uma vez. Acho que se chamava “Optimun festival”, algo assim ou era…

Optimus Alive?

Sim, acho que era esse.

Esse foi o primeiro e o segundo foi no Super Bock Super Rock.

Sim, eu lembro-me dos dois e foi mesmo fixe. Eu só me lembro da multidão, foram espetaculares a cantarem sozinhos. É sempre muito bom.

E o que é esperas para esta noite?

Não sei o que esperar esta noite, porque só vai ser com as guitarras em acústico. Portanto, vamos ver. Não sei se o público vai gostar. Eu só vou tocar e ver o que acontece.

Só mais algumas perguntas… Sei que estiveste numa banda chamada “The Rubicks”, certo?

Quando eu tinha uns quinze anos, sim. (risos)

Ainda costumas tocar com eles?

Não, não de todo. Mas dois deles tocam com o meu primo e agora eles têm a sua própria banda chamada “The Flavel’s”. E estão a ir muito bem!

E já pensaste em gravar um dueto com outro cantor?

Bem, eu tenho um novo álbum prestes a sair no dia um de Setembro e inclui um dueto. Mas não vou dizer com quem é, vou manter em segredo. Mas é a primeira vez que tenho um dueto num dos meus álbuns, sim.

Começaste a tocar guitarra com doze anos e nunca mais paraste, certo?

Não, nunca quis largar. É o meu passatempo!

E tens outra paixão para além da música? Consegues-te imaginar a fazer outra coisa na vida?

Eu adoro futebol!

Eu sei, um dos teus ídolos é o Pelé.

Sim, ele é ótimo. Eu só gosto de futebol e de jogar. É pena eu ter de ir embora amanhã porque eu gostava de me encontrar com alguns jogadores.

E gostavas de visitar alguns lugares em Portugal? Ainda não conheces o Porto, não é mesmo?

Sim, eu conheço Porto e o Sporting…

Mas eu não estou a falar de futebol, estou a falar da cidade…

Oh, não! Ainda não estive lá, mas aposto que é muito agradável e bonito.

Não és um performer muito expressivo, apenas cantas e tocas guitarra. Mas as tuas canções têm muito aquilo que tu és. Usas a música como meio para te expressares?

Sim, definitivamente! Eu sou alguém que acha difícil falar dos meus sentimentos e emoções e então, eu projeto isso através da minha música.

O teu nome é Jake Edwin Charles Kennedy. De onde é que surgiu o Bugg?

É o nome do meu pai e Kennedy é o nome da minha mãe. Eu fiquei com o nome da minha mãe quando nasci.

E só para acabar… Será que nos podes dizer uma curiosidade? Qual é o teu maior medo?

Zombies!

Zombies?

Sim, odeio-os. É a única coisa de que tenho medo.

Então não vês aquela série…?

Não, nunca assisti esse programa. Eu sei de qual é que estás a falar. Nem é preciso dizer o nome.

“The Walking Dead”!

Não, não! Esse programa não. (risos)



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